Priscyla Laham, presidente da Microsoft Brasil, celebrou recentemente o primeiro ano em sua função à frente da operação brasileira da companhia. No mesmo período em que a empresa anuncia o maior aporte já realizado no País, ela ressalta a empatia como competência indispensável para as próximas etapas de transformação digital.

Investimentos recordes de R$ 14,7 bilhões

Em setembro de 2024, durante visita ao Brasil, Satya Nadella, CEO global da Microsoft, anunciou um investimento de R$ 14,7 bilhões a ser aplicado entre 2024 e 2026. Os recursos serão destinados à expansão da infraestrutura de nuvem e inteligência artificial, com a construção de três novos data centers – dois em Hortolândia e um em Sumaré, interior paulista – e à capacitação tecnológica de cinco milhões de pessoas em todo o território nacional.

Trajetória, desafios e visão de futuro

Em entrevista ao impresso de Meio & Mensagem, disponibilizada a assinantes, Laham apontou Copilot como a tecnologia que dominará 2026 e afirmou acreditar em um modelo de trabalho híbrido. Segundo ela, duas orientações de carreira são fundamentais: desafiar o status quo e manter o aprendizado constante, já que “as coisas mudam o tempo inteiro”.

Sobre lições extraídas de erros, a executiva comparou a vida profissional a uma maratona, em que é preciso equilibrar ritmo e descanso. Para a próxima década, destacou que a empatia será a habilidade mais requisitada. Entre os projetos nacionais, citou o ConectAI, programa de treinamento em inteligência artificial que mira alcançar cinco milhões de brasileiros.

Rotina diária e projeções tecnológicas

Para aumentar a produtividade, Laham acorda às 5h, aproveitando a tranquilidade matinal até às 6h. Seu lema é “Se não tiver vento, reme!”, frase que a inspira a seguir em frente diante de imprevistos. Na visão da dirigente, em dez anos não haverá mais pen drives ou armazenamento local, pois tudo estará na nuvem.

Imagem: Divulgação

Se não tivesse ingressado no setor de tecnologia, Priscyla planejava trabalhar na indústria de consumo, área em que se formou em marketing. No entanto, após estágio na IBM, dedicou-se ao segmento tecnológico, motivada pelo impacto positivo que essa área pode gerar na sociedade e na competitividade do Brasil.

Com informações de Meioemensagem