Iniciativa une Hip-Hop e escrita terapêutica no Distrito Federal

A 2ª edição do projeto Conexões de Quebrada ampliou suas ações em Planaltina (DF) e prepara o lançamento de uma coletânea literária com obras de mulheres de todo o Brasil que superaram situações de violência doméstica. A publicação reunirá poesias, contos e ilustrações produzidos pelas próprias sobreviventes.

Quem promove e qual a proposta

Idealizado pelos Institutos Transforma e Periferia Livre, o Conexões de Quebrada emprega o Hip-Hop como ferramenta de cuidado coletivo e saúde mental. Nesta edição, a escrita criativa foi incorporada como “quinto elemento” do movimento, servindo de mecanismo para registro de memórias, denúncia de abusos e processo de cura.

Chamamento nacional

Na segunda quinzena de fevereiro, será publicado edital público para receber inscrições de textos e produções visuais de mulheres sobreviventes de violência doméstica em qualquer estado do país. A idealizadora Ravena Carmo explica que a proposta busca “transformar a dor em arte e o silêncio em voz”, construindo um registro histórico de resiliência feminina.

Oficinas presenciais em Planaltina

Paralelamente ao edital, o projeto mantém ciclo formativo gratuito em três espaços de Planaltina: Gerência de Atendimento em Meio Aberto (GEAMA), Centro Especializado de Atendimento à Mulher (CEAM) e Centro de Ensino Fundamental (CEF) 03. As atividades ocorrem das 14h às 18h e contam com tradução em Libras.

As oficinas cobrem:

  • Breaking (expressão corporal)
  • Graffiti (artes visuais)
  • DJ (produção de som)
  • Rap (oralidade)
  • Saúde mental e escrita criativa com a temática “Falar é resistir”

Parcerias e apoio

A iniciativa conta com apoio da Casa da Mulher no Hip-Hop, Neolim e Grupo Mandala, além de financiamento da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal (Secec-DF).

Programação completa

GEAMA (Av. Ulberdan Cardoso, Setor Administrativo)
06/02, 14h – Breaking: Corpo Livre, Mente Viva (Alana Costa)
20/02, 14h – DJ: Som de Quebrada (DJ Nilma)
27/02 e 06/03, 14h – Saúde Mental e Escrita Criativa (Nay Luz)

Imagem: Divulgação

CEAM (Jardim Roriz, Área Especial entre Quadras 1 e 2)
05/02, 14h – Breaking: Movimento Vivo (Alana Costa)
12/02, 14h – DJ: Contando Histórias pela Batida (DJ Nilma)
26/02, 14h – Escrita Criativa: Poesia Marginal (Njow)
12/03, 14h – Rap: Minha Voz Importa (Roger Peixoto)

CEF 03 de Planaltina (Quadra EQ 10/20, Conjunto H, Setor Residencial Leste)
11/03, 14h – Graffiti: Identidade e Pertencimento (Naiana Nati)
25/03, 14h – Rap: Hip-Hop, Consciência e Respeito (Roger Peixoto)

O encerramento será em 30 de maio, com o Festival Quebradas no Ralf Jr. Jardim Roriz.

As inscrições para o livro poderão ser feitas via edital a partir da segunda quinzena de fevereiro. Todas as oficinas são gratuitas e abertas ao público.

Com informações de Jornaldorap