Muitos brasileiros ainda têm dúvidas sobre quanto custa instalar energia solar em residências, apesar do interesse em reduzir a conta de luz. A variação de preços entre equipamentos, mão de obra e características do imóvel influencia o valor final e o tempo necessário para retorno do investimento, segundo levantamento citado pela reportagem.

Fatores que influenciam o custo

Um estudo da Greener aponta que a queda nos preços médios dos sistemas fotovoltaicos está relacionada ao avanço tecnológico e à maior oferta de painéis. Além disso, a localização do imóvel e o índice de irradiação solar da região determinam quantas placas serão necessárias para suprir o consumo doméstico.

A complexidade do telhado e a possível necessidade de reforços estruturais também encarecem a obra. Por isso, empresas do setor recomendam uma visita técnica para avaliar o histórico de consumo e dimensionar corretamente inversor e módulos, evitando surpresas orçamentárias.

Etapas da implantação

O processo usual envolve três etapas principais: análise do consumo (avaliação das contas para calcular a potência necessária), instalação técnica (fixação dos painéis e ligação do inversor à rede da casa) e homologação (troca do medidor e aprovação do sistema pela concessionária local).

Retorno do investimento e vida útil

O payback costuma ocorrer entre quatro e seis anos, dependendo da tarifa de energia aplicada em cada estado. Painéis solares têm vida útil superior a 25 anos, o que significa quase duas décadas de geração com custo reduzido após a amortização do sistema, embora seja preciso considerar custos de manutenção preventiva.

A geração própria também tende a valorizar o imóvel, atraindo compradores interessados em reduzir custos fixos e em sustentabilidade.

Quanto custa instalar energia solar em casa?

Imagem: Divulgação

Valores estimados por perfil

Estimativas de investimento por perfil residencial são:

  • Pequena (2 pessoas) — 2 kWp: R$ 10 mil a R$ 14 mil
  • Média (4 pessoas) — 4 kWp: R$ 16 mil a R$ 22 mil
  • Grande (uso de ar-condicionado) — 8 kWp: R$ 30 mil a R$ 40 mil

Regulamentação, financiamento e outros benefícios

O marco legal da microgeração passou a prever cobrança gradual pelo uso da rede para quem injeta excedentes, mas, mesmo com taxas, a rentabilidade do sistema segue atrativa em comparação à compra direta de energia. Linhas de financiamento específicas permitem que parcelas possam equivaler à economia na fatura.

Além da economia, a energia solar reduz a pegada de carbono e possibilita monitoramento remoto da geração via aplicativo. Especialistas alertam para a importância de escolher componentes de qualidade, principalmente o inversor, para evitar falhas prematuras. O mercado brasileiro já conta com ampla assistência técnica e garantias de fabricantes.

Com informações de Olhardigital