A Receita Federal determina que contribuintes que mantêm criptomoedas, mesmo diante de forte volatilidade do mercado, informem esses ativos na declaração do Imposto de Renda. A obrigação abrange moedas digitais como Bitcoin, Ethereum e outras mantidas em corretoras nacionais ou no exterior.
Os criptoativos devem ser lançados na ficha de “Bens e Direitos”, onde há códigos específicos definidos pela Receita para cada tipo de moeda virtual. No momento da declaração, o contribuinte precisa declarar o valor de aquisição das moedas, e não o valor de mercado atualizado.
Além de informar a posse, o contribuinte deve considerar que operações de venda podem gerar tributação. Quando as alienações de criptomoedas resultarem em ganhos mensais superiores a R$ 35.000, esses lucros ficam sujeitos ao pagamento de Imposto de Renda sobre o ganho obtido nas negociações.
A Receita tem ampliado o monitoramento das movimentações envolvendo ativos digitais nos últimos anos e passa a receber informações diretamente das exchanges que atuam no Brasil. Transações realizadas em plataformas estrangeiras também precisam ser declaradas pelo contribuinte, segundo o órgão.
Especialistas orientam os investidores a reunir os informes fornecidos pelas corretoras, comprovantes de compra e o histórico de transações antes de enviar a declaração. A organização desses documentos ajuda a evitar inconsistências nas informações e reduz o risco de a declaração ser selecionada para verificação mais rigorosa, conhecida como malha fina.
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O crescimento da participação das criptomoedas no mercado financeiro elevou a atenção do fisco sobre esse tipo de patrimônio, em razão do aumento no número de brasileiros que passaram a investir em ativos digitais nos últimos anos.
Os contribuintes que possuem criptomoedas devem, portanto, seguir as orientações da Receita ao preparar a declaração do Imposto de Renda, observando os códigos corretos em “Bens e Direitos”, informando o custo de aquisição e verificando se houve ganho tributável em vendas mensais acima de R$ 35.000.
Com informações de Portalin

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6