O Bulletin of the Atomic Scientists anunciou nesta terça-feira (27) que o Relógio do Juízo Final foi avançado para 85 segundos antes da meia-noite, a posição mais alarmante desde sua criação em 1947. A mudança de quatro segundos em relação a 2024 reflete uma avaliação de “falha global de liderança” diante de crises convergentes que elevam o risco de catástrofe provocada pelo homem.
Em comunicado, Alexandra Bell, presidente e CEO do Boletim dos Cientistas Atômicos, afirmou: “A mensagem do Relógio do Apocalipse não poderia ser mais clara. Os riscos catastróficos estão aumentando, a cooperação está diminuindo e estamos ficando sem tempo. A mudança é necessária e possível, mas a comunidade global deve exigir ações rápidas de seus líderes.”
Esta é a terceira aproximação em quatro anos. Em 2023, o indicador passou para 90 segundos antes da meia-noite e, em 2024, recuou mais duas vezes, refletindo tensões crescentes entre potências nucleares.
A decisão anual do Bulletin, com sede em Chicago, baseia-se em avaliações de especialistas em segurança internacional e diplomacia. O comitê analisa cenários de conflito, tratados vigentes e avanços tecnológicos que podem alterar o equilíbrio de poder ou a estabilidade global.
Fatores que motivaram o novo avanço
- Colapso do controle nuclear: expiração iminente do tratado Novo START entre EUA e Rússia, riscos de retomada de testes nucleares pelos EUA e postura mais agressiva de países como Rússia, China e Coreia do Norte.
- Conflitos com ameaça atômica: guerras na Ucrânia e no Oriente Médio, tensões em Taiwan e na fronteira Índia-Paquistão, todas sob o risco de escalada para um confronto nuclear.
- Ameaças tecnológicas: utilização predatória de inteligência artificial e plataformas digitais para disseminar desinformação, apontada pela vencedora do Nobel da Paz Maria Ressa como um “apocalipse da informação” que agrava outras crises.
Desde sua criação por luminares como Albert Einstein, o Relógio do Juízo Final serve como advertência simbólica sobre o grau de proximidade de um desastre antropogênico. Os responsáveis pela atualização enfatizam que o marcador não prevê datas específicas, mas mede a vulnerabilidade do presente.
Os cientistas afirmam que a combinação de nacionalismo agressivo, fragilidade das instituições diplomáticas e tecnologias que ampliam ameaças mantém o mundo em um patamar crítico. Sem uma guinada imediata na governança global, alertam, o caminho segue em direção à meia-noite.
Imagem: Divulgação
O resultado desta edição reforça a urgência de iniciativas multilaterais para controle de armas nucleares, fortalecimento de acordos internacionais e regulamentação de avanços tecnológicos que possam ser usados de forma prejudicial.
O Relógio do Juízo Final não estabelece prazos, mas alerta para o estado de alerta máximo. Segundo seus guardiões, nunca houve momento mais perigoso desde a criação do indicador.
Com informações de Olhardigital

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6