Na quinta-feira (5), diversos internautas brasileiros reportaram o retorno da plataforma de vídeos Rumble no país, segundo publicações em redes sociais. O rastreamento de acesso indicou funcionamento normal da página após meses de bloqueio.

A suspensão do serviço no Brasil vigorava desde fevereiro de 2025, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em razão da recusa da empresa em remover o perfil do jornalista Allan dos Santos, conforme decisões judiciais brasileiras.

O site Downdetector registrou as primeiras notificações de mudança no status de indisponibilidade às 12h43. Apesar da retomada, foram mencionados problemas de carregamento que variam de acordo com o navegador utilizado.

A redação da Oeste confirmou o acesso ao Rumble na tarde desta quinta-feira. Alguns usuários relataram demora no carregamento de vídeos e dificuldades pontuais, mas, em geral, o serviço voltou a operar sem bloqueios em provedores brasileiros.

O restabelecimento ocorre dois dias após as defesas da Rumble e da Trump Media solicitarem à Justiça federal dos Estados Unidos que notifique o ministro Alexandre de Moraes por meio de seu e-mail institucional. Segundo Martin De Luca, advogado das empresas, não houve comunicação oficial sobre alterações no processo que pudessem justificar a liberação do serviço no Brasil.

Ação do Rumble nos Estados Unidos

Protocolada em agosto de 2024, a ação americana questiona ordens enviadas por e-mail por Moraes para que o Rumble censurasse perfis, procedimento incompatível com a legislação dos EUA. Para valer em território norte-americano, seria necessária carta rogatória ou uso do MLAT (Tratado de Assistência Judiciária em Matéria Penal).

O andamento da ação depende da notificação formal do magistrado brasileiro em solo norte-americano. A Advocacia-Geral da União (AGU) informou, a pedido do STF, que acompanhava o processo e preparava possível intervenção.

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Bloqueio no Brasil

Ao determinar o bloqueio em fevereiro, Moraes condicionou o fim da medida à nomeação de representante legal da Rumble no país, ao pagamento de multas e ao cumprimento de ordens judiciais. A Anatel foi encarregada de executar a determinação.

A empresa classificou a suspensão como “censura extraterritorial” e afirmou que outras plataformas que utilizam sua infraestrutura, como a Truth Social, também foram afetadas.





O governo americano, no âmbito da administração Trump, considerou as decisões do ministro abrangendo perfis no Rumble como medida de perseguição judicial e cerceamento à liberdade de expressão.

Atualmente, o serviço voltou ao ar e deve ser monitorado para avaliar estabilidade e cumprimento das exigências legais.

Com informações de Revistaoeste