Empresas e governos estão acelerando o desenvolvimento de robôs humanoides, tecnologia que vem saindo de laboratórios e entrando em operações industriais e demonstrações públicas. A reportagem completa sobre o tema está disponível no YouTube.
Os humanoides são apontados como promotores de interação mais natural, maior versatilidade de tarefas e mobilidade em ambientes humanos, além de potencial para substituir trabalhadores em atividades perigosas. Hoje, a maior aplicação observada é em fábricas, centros de distribuição e armazéns, onde executam trabalhos repetitivos ou fisicamente cansativos, como transportar caixas, movimentar peças e abastecer linhas de produção.
Testes em setores como atendimento, saúde, pesquisa e serviços domésticos existem, mas continuam em fase experimental: a maioria dos robôs ainda atua em projetos-piloto ou em funções industriais bastante específicas, e não como máquinas totalmente generalistas.
Principais marcos recentes
Entre as iniciativas citadas no setor estão: em junho de 2024, o robô Digit, da Agility Robotics, estreou numa unidade logística; a Figure AI firmou parceria com a BMW, implantando o Figure 02 na linha de montagem em 2025 e, posteriormente, o Figure 03 em uma fábrica na Carolina do Sul; e a Hyundai utilizou o Atlas, da Boston Dynamics, em atividades da empresa.
O Atlas também foi exibido na Copa do Mundo, em vídeo oficial da organização, como parte das aparições públicas da tecnologia.
Avanços vindos da China
Fabricantes chineses têm apresentado modelos para indústria e consumo. A AgiBot já opera em linhas de produção de eletrônicos; o Walker S, da UBTECH, foi testado na fábrica da montadora NIO; e a UBTECH desenvolve humanoides ultrarrealistas voltados a companhia emocional e suporte na saúde. Neste mês de julho, a Weave Robotics apresentou o Isaac 1, anunciado por 8 mil dólares — algo em torno dos 40 mil reais.
No segmento de baixo custo industrial, a Unitree oferece o G1 por US$ 13.500 e um modelo mais avançado, o H1, na casa dos US$ 90 mil. Em fevereiro, robôs humanoides chineses foram destaque no Festival da Primavera da CCTV, com apresentações que incluíram dança e artes marciais. Em agosto do ano passado, a China sediou os Jogos Mundiais de Robôs Humanoides, reunindo centenas de máquinas de 280 equipes e empresas de 16 países.
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Mercado e projeções
Estimativas sobre o tamanho do mercado variam: para 2026 consultorias falam em cifras entre 2 e 11 bilhões de dólares, e para a próxima década projeções apontam crescimento entre 35 e 200 bilhões de dólares. A Morgan Stanley projeta que o mercado de humanoides pode alcançar US$ 5 trilhões até 2050, incluindo cadeias de suprimentos, reparo, manutenção e suporte, e prevê mais de 1 bilhão de humanoides em uso até o meio do século. Segundo o banco, cerca de 90% desses robôs serão empregados em tarefas repetitivas na indústria e no comércio, e o uso doméstico seria mais limitado, estimado em 80 milhões de unidades até 2050.
Na comparação entre países, a Morgan Stanley aponta liderança chinesa: 302 milhões de robôs contra 78 milhões nos Estados Unidos. No uso doméstico, porém, os EUA apareceriam à frente, com 15 milhões de unidades em cerca de 10% dos lares, ante 4 milhões na China, equivalente a 3% das residências.
No âmbito corporativo, nos Estados Unidos a Tesla anunciou em janeiro o fim da produção dos Model S e Model X para redirecionar esforços ao desenvolvimento do Optimus, robô humanoide voltado a tarefas industriais e domésticas.
O avanço das inteligências artificiais tem sido citado como um fator que acelera a capacidade desses robôs em assumir tarefas mais complexas, mas, para alcançar popularidade ampla, a redução de preços é apontada como condição essencial.
Com informações de Olhardigital

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6