Um sistema de transporte individual automatizado foi proposto nos Estados Unidos na década de 1950 e formalizado em 1964 como o projeto Veyar, que previa veículos elétricos sem motorista circulando sobre trilhos leves para levar passageiros diretamente entre origem e destino.
Quem, o que e quando
O conceito nasceu a partir dos estudos do engenheiro Donn Fichter ainda na década de 1950. Em 1964, a ideia tomou forma no sistema chamado Veyar, inspirado no funcionamento de elevadores adaptado ao deslocamento horizontal, segundo registro histórico divulgado pelo Popular Science.
Como funcionaria
O Veyar propunha uma rede de pequenos carros elétricos autônomos acionados sob demanda. Os veículos seriam guiados por trilhos leves instalados sobre vias já existentes e programados para realizar viagens diretas entre ponto de embarque e destino, sem paradas intermediárias.
Onde e por que não evoluiu na época
Nos anos seguintes, a proposta de transporte pessoal automatizado seguiu em debate entre engenheiros e urbanistas como resposta ao crescimento do trânsito urbano, à poluição e à dependência do automóvel particular. Entretanto, a necessidade de infraestrutura dedicada e de tecnologias de controle mais avançadas dificultou a adoção generalizada do modelo.
Experimentos e limitações
Na década de 1970, o governo dos Estados Unidos financiou experimentos de transporte automatizado e promoveu demonstrações em um evento internacional de mobilidade. Universidades e empresas desenvolveram sistemas concorrentes, porém incompatíveis entre si.
Um dos poucos projetos que saiu do papel foi implantado em Morgantown, na Virgínia Ocidental, para conectar o campus universitário ao centro da cidade. Esse sistema utilizou veículos elétricos em uma rede fixa de trilhos e permanece em operação, embora com diferenças em relação ao modelo idealizado originalmente. O projeto evidenciou custos elevados de implantação, dificuldades operacionais e dependência de um contexto urbano específico, fatores que limitaram sua replicação em grandes cidades.
Imagem: Divulgação
Retomada atual do conceito
Com o avanço das tecnologias de condução autônoma, empresas norte-americanas passaram a operar veículos sem motorista em vias públicas, oferecendo corridas sob demanda por aplicativos. Esses robotáxis, geralmente elétricos e sem trilhos ou infraestrutura dedicada, realizam trajetos ponto a ponto e, em alguns casos, chegam a somar centenas de milhares de viagens semanais em áreas urbanas delimitadas.
Apesar da semelhança com a proposta original de deslocamento individual automatizado, os serviços contemporâneos enfrentam desafios como congestionamentos, limitações geográficas, barreiras regulatórias e o fato de operarem majoritariamente como iniciativas privadas, em contraste com a ideia inicial de um sistema público integrado à infraestrutura urbana.
Com informações de Olhardigital

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6