A revista Rolling Stone Brasil publicou um ranking com os nove projetos oficiais de Travis Scott, ordenando-os do menos ao mais destacado na carreira do rapper de Houston. A lista considera impacto cultural, coesão sonora, curadoria de participações e como cada trabalho se insere na evolução artística do músico. As mixtapes iniciais Classmates e Graduates ficaram de fora por serem obras amadoras lançadas antes do artista consolidar sua identidade.

Transmissão: Band

9. Huncho Jack, Jack Huncho (2017)

A colaboração com Quavo traz 13 faixas, mas, na avaliação da publicação, não alcança a química esperada entre os dois MCs. O tom contido e sombrio do álbum não se amplia em momentos memoráveis, apesar de faixas como “Dubai Shit” e “Black & Chinese” e das contribuições de Takeoff e Offset, que pontuam pontos de energia trap.

8. JACKBOYS 2 (2025)

O segundo lançamento do coletivo Cactus Jack, seis anos após o primeiro, funciona mais como produto de selo do que como obra com identidade própria. Músicas como “Kick Out”, “Dumbo” e “Da Wizard” demonstram momentos divertidos e bem produzidos, enquanto as participações mantêm o nível, mas não transformam o conjunto em uma declaração artística.

7. Owl Pharaoh (2013)

A primeira mixtape solo já indicava caminhos que seriam explorados depois, embora ainda soasse fortemente influenciada por nomes como Ye e Kid Cudi. Faixas como “Uptown” (com A$AP Ferg) e “Upper Echelon” (com T.I.) permanecem como exemplos do início da trajetória de Travis, reunindo elementos de festa e experimentação bruta.

6. JACKBOYS (2019)

Divulgado logo após o sucesso de ASTROWORLD, o EP introduziu formalmente o coletivo Cactus Jack, com nomes como Sheck Wes, Don Toliver e SoFaygo. Com apenas sete faixas, o projeto funciona mais como extensão de Travis do que como vitrine plena do grupo, embora remixes e colaborações — incluindo Rosalía e Pop Smoke — mostrem boa curadoria.

5. Birds in the Trap Sing McKnight (2016)

O segundo álbum solo consolida singles importantes na carreira de Travis, como “goosebumps” (com Kendrick Lamar) e o duplo platina “pick up the phone”. Mais comercial e menos experimental que outros trabalhos, o disco estabelece o domínio melódico do artista e serve como ponte para o sucesso posterior de ASTROWORLD.

4. UTOPIA (2023)

Lançado cinco anos após ASTROWORLD, o álbum explora sonoridades mais experimentais e um tom mais sombrio. A abertura com “HYENA” e faixas como “THANK GOD” e “I Know ?” ampliam o trap em direções desorientadoras, enquanto “FE!N” (com Playboi Carti) tornou-se um destaque. Participações de Beyoncé, Bad Bunny, Yung Lean, James Blake, além de colaboradores recorrentes como Drake e The Weeknd, ampliam o caráter global do projeto.

Rollingstone ranqueia os nove projetos de Travis Scott do "pior" ao "melhor"

Imagem: Getty

3. Days Before Rodeo (2014)

A mixtape representa o momento em que Travis demonstrou que merecia a atenção conquistada como produtor. Crua e concisa, o trabalho reúne colaboradores como Young Thug, Migos e Rich Homie Quan, e traz faixas como “Mamacita” e “Don’t Play”. O projeto ficou fora das plataformas de streaming por dez anos e foi disponibilizado oficialmente em 2024.

2. ASTROWORLD (2018)

Com 17 faixas e inspirado em um parque de diversões de Houston, o álbum é descrito como uma experiência quase cinematográfica, repleta de mudanças de batida e transições hipnóticas. “SICKO MODE” (com Drake) tornou-se disco de diamante; “STARGAZING” e “STOP TRYING TO BE GOD” evidenciam ambição sonora, e “CAN’T SAY” apresentou Don Toliver ao grande público.





1. Rodeo (2015)

O álbum de estreia é apontado como a obra-prima de Travis Scott. Em 2015, Rodeo sintetizou influências do trap hipnótico, da sonoridade de Atlanta e da estética herdada de Kanye West, transformando esses elementos em identidade própria. Músicas como “90210”, “Pray 4 Love” e “Nightcrawler” destacam-se, e as participações de Ye, Quavo, 2 Chainz e Justin Bieber são distribuídas de forma a complementar o conjunto sem sobrepujar o artista.

O ranking traz, portanto, uma visão cronológica e crítica da trajetória de Travis Scott, desde as primeiras mixtapes até os álbuns mais recentes, avaliando como cada projeto contribuiu para seu lugar na cena musical.

Com informações de Rollingstone