O conselho de administração da Sabesp aprovou proposta de desdobramento das ações ordinárias que será submetida a votação dos acionistas em assembleia geral extraordinária marcada para 28 de abril de 2026. A operação prevê um desdobramento na proporção de 1 para 5, com cada ação ordinária atual passando a representar cinco novas ONs, sem alteração no valor do capital social.

A medida não altera a participação proporcional dos acionistas no capital social e as novas ONs terão os mesmos direitos das ações ordinárias vigentes, incluindo distribuição de dividendos e demais proventos. O desdobramento entrará em efeito no pregão de 29 de abril, quando os papéis começarão a negociar “ex-desdobramento”.

Em fechamento de sexta-feira, 27 de março, a ação da companhia foi cotada a R$ 151,12. No ano até 27 de março o papel acumula alta de 14,26% e, em 12 meses, registra valorização de 57,52%. Após o desdobramento, cada nova ação passará a valer um quinto da cotação apurada um dia antes da data de entrada em vigor; tomando como referência o fechamento da última sexta-feira, cada ON pós-desdobramento teria valor aproximado de R$ 30.

A empresa informou que o objetivo do desdobramento é aumentar a liquidez e o volume de negociação das ações na B3. A expectativa é que a divisão atraia maior participação de investidores de varejo, que poderão negociar lotes menores de títulos, elevando o número de operações.

A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo é responsável pela gestão de água e esgoto em mais de 300 municípios. Privatizada em 2024, a Sabesp tem a Equatorial Energia como acionista majoritária.

No quarto trimestre, a Sabesp reportou receita líquida ajustada de R$ 5,7 bilhões, avanço de 2,1% na comparação anual, enquanto o Ebitda cresceu 13%, para R$ 3,4 bilhões. O lucro líquido ajustado ficou praticamente estável, em cerca de R$ 1,9 bilhão. No acumulado de 2025, a companhia registrou lucro líquido de R$ 6,3 bilhões, alta de 22% em relação ao ano anterior.

A proposta de desdobramento será submetida à deliberação dos acionistas na assembleia de 28 de abril e, se aprovada, produzirá efeitos a partir de 29 de abril, conforme calendário de negociação da B3.

Com informações de Investnews