Animação brasileira que reimagina a fotografia é selecionada para o Festival de Xangai

“Amadeo e o Hipotético Mundo Novo”, dos diretores Brenda Lígia e Edu Felistoque, estreia no circuito internacional em 15 de junho

Uma história que mistura invenção, resistência e paixão chega à China. “Amadeo e o Hipotético Mundo Novo” foi escolhida para integrar a programação do Festival Internacional de Cinema de Xangai e tem exibição marcada para 15 de junho.

Animação brasileira Amadeo e o Hipotético Mundo Novo, de Brenda Lígia e Edu Felistoque (Crédito: Divulgação)

Enredo, tom e peso histórico

Ambientada no Brasil do século 19, a animação propõe um salto inventivo: um garoto africano, batizado Amadeo, cria uma câmera antes que a tecnologia se consolide na Europa. A máquina vira ferramenta de luta e descoberta.

Entre cenas de fuga e tensionamentos sociais, o filme costura também uma trama afetiva — o jovem se aproxima da filha de um homem influente, enredando amor e perigo num cenário dominado pela escravidão.

O tom da obra combina imaginação histórica com um foco claro na agência dos personagens: imagens como instrumento de denúncia e esperança, não apenas registro.

Imagem: Ap

Na voz dos personagens, nomes conhecidos do público brasileiro dão cor ao projeto. Entre os artistas envolvidos estão Sérgio Menezes, Naruna Costa, Paolla Oliveira, Antônio Fagundes, Edmilson Filho, Mateus Solano, Tiago Abravanel, Adriana Lessa, Igor Cotrim e Léa Garcia. A diretora Brenda Lígia também participa como voz no elenco.

A seleção para Xangai insere a produção num circuito de visibilidade internacional que costuma abrir portas para exibições, festivais e debates sobre cinema e memória.

Com estreia programada para meados de junho, a animação entra no calendário de festivais num momento em que produções brasileiras de animação vêm ganhando espaço e atenção fora do país.