China reconhece todo o Brasil livre da febre aftosa após mais de 20 anos — mercado de carnes ganha novo fôlego

Decisão anunciada durante visita do ministro Mauro Vieira amplia acesso a cortes, miúdos e carne com osso; agronegócio já movimentou mais de US$ 50 bilhões com a China em 2025

Pequim formalizou, durante a visita do ministro das Relações Exteriores Mauro Vieira, o reconhecimento do Brasil como território livre de febre aftosa. Trata‑se de um marco técnico e comercial que elimina barreiras históricas e abre espaço para vendas antes restritas.

O que muda na prática e por que importa

O aval chinês facilita o ingresso de produtos bovinos e suínos que antes enfrentavam limitações — entre eles miúdos e carnes com osso. Frigoríficos e exportadores ganham mais clareza nas regras sanitárias e acesso ampliado a um mercado que já absorveu mais de US$ 50 bilhões do agronegócio brasileiro em 2025.

O reconhecimento vem após mais de duas décadas de tratativas bilaterais. Em maio de 2025, durante missão presidencial, Brasil e China assinaram um memorando entre o Ministério da Agricultura brasileiro e a Administração-Geral de Aduanas chinesa para alinhar medidas sanitárias e fitossanitárias. A iniciativa fortaleceu o canal técnico que levou à decisão anunciada agora.

No curto prazo, indústria e produtores devem revisar protocolos, adequar documentação e acelerar processos de certificação. No médio prazo, a medida pode elevar o valor agregado das cadeias de bovinos e suínos, ampliando fatias exportáveis e diversificando cortes enviados ao principal parceiro comercial.

Imagem: Ap

Para o setor, a notícia muda o tabuleiro: trata‑se de uma porta aberta que combina segurança sanitaria reconhecida e demanda consistente da China — um cenário que promete transformar negócios, preços e logística no campo brasileiro.