Desemprego volta a subir e atinge 5,8% no Brasil; número de desempregados passa de 6,3 milhões
Leitura aponta alta sazonal do desemprego nos três meses até abril, mas mercado de trabalho segue com sinais de resistência
O Brasil registrou 5,8% de desemprego nos três meses encerrados em abril, segundo dados do IBGE — uma leitura que combina aumento no contingente de pessoas sem trabalho com sinais de estabilidade salarial. O total de desempregados chegou a 6,322 milhões, movimento influenciado por variações sazonais em setores como comércio e serviços pessoais.
O recado dos números e o cenário à frente
Comparado ao trimestre encerrado em março, a taxa caiu frente aos 6,1% — mas subiu na comparação com o período encerrado em janeiro, quando estava em 5,4%. Em termos anuais, a desocupação está menor do que há um ano, quando alcançava 6,6%.
O aumento de 8,0% no total de desempregados frente ao trimestre até janeiro indica uma perda pontual de vagas, especialmente em segmentos que registraram aquecimento no fim do ano passado e não mantiveram todo o quadro de funcionários.
Do lado do emprego, 102,333 milhões de pessoas estavam ocupadas no trimestre até abril — queda de 0,3% ante os três meses anteriores, mas alta de 1,1% em relação ao ano anterior. Mesmo com recuo recente, especialistas do próprio IBGE destacam que o nível de ocupação continua elevado quando visto em perspectiva histórica.
Os vínculos formais no setor privado recuaram 0,2% no trimestre, e os sem carteira registraram queda de 1,1%. Apesar disso, o rendimento real médio manteve-se no patamar mais alto da série, em R$ 3.732 — 0,3% acima do trimestre anterior e 5,3% superior ao ano passado.
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O quadro aponta duas forças opostas: por um lado, a geração de emprego ainda apresenta robustez histórica; por outro, sinais de perda de dinamismo econômico podem alimentar uma alta gradual do desemprego ao longo do ano. Além disso, pressões externas sobre preços de energia, motivadas por conflitos internacionais e o impacto no preço do petróleo, trazem risco inflacionário que afeta poder de compra e decisões empresariais.
Para famílias e formuladores de política, os dados mostram que a estabilidade do mercado de trabalho convive com vulnerabilidades sazonais e choques externos — um desafio para a manutenção do poder de consumo e para as metas de inflação nos próximos meses.

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6