O processo em que Sam Altman é acusado de abuso sexual pela irmã passou por mudanças na quarta-feira (01), depois que o tribunal de St. Louis (Estados Unidos) apontou que a denúncia pode ter sido apresentada fora do prazo legal. O CEO da OpenAI nega as acusações.

No último dia 20, o juiz distrital Zachary Bluestone decidiu, inicialmente, rejeitar o processo aberto em janeiro do ano passado por Annie Altman. Segundo o magistrado, o prazo para ajuizamento teria prescrito em 2008, considerando o período em que os supostos abusos teriam ocorrido.

Possibilidade de continuidade do processo

Embora tenha descartado a ação por questões processuais e não pelo mérito das alegações, Bluestone observou que as leis do estado do Missouri apresentam uma brecha que já permitiu a aceitação de casos semelhantes. Em situações análogas, autoras conseguiram prosseguir com ações mesmo quando o prazo de denúncia havia expirado.

  • Com base nessa possibilidade, Annie Altman apresentou alterações na petição original para tentar aproveitar essa exceção e manter a ação;
  • Não há informações públicas sobre quais mudanças foram feitas na peça processual nem se o tribunal as aceitará;
  • Tampouco foi divulgado um prazo para que o juiz decida sobre a versão revista da denúncia.

De acordo com a queixa apresentada por Annie, os abusos teriam começado quando ela tinha 3 anos e o irmão, 12. A autora afirma ter sido abusada e estuprada diversas vezes entre 1997 e 2006 na casa da família em Clayton.

Em resposta às acusações, o executivo processou a irmã por difamação. O CEO da OpenAI, atualmente com 40 anos, citou publicações nas redes sociais em que Annie se refere a supostos abusos cometidos por um “quase bilionário” do setor de tecnologia.

Imagem: Divulgação

Altman já havia negado as acusações anteriormente e, além de contestá-las, afirmou que a irmã enfrenta problemas mentais e busca recursos financeiros, apesar de receber apoio da família. Até o momento, ele não se pronunciou especificamente sobre a alteração recente no processo.





O caso também ocorreu em meio a críticas dirigidas a Altman relacionadas a um acordo da OpenAI com o Departamento de Guerra dos Estados Unidos para uso de inteligência artificial em atividades militares.

Com informações de Tecmundo