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O Santos definiu como prioridade máxima a resolução do transfer ban imposto pela Fifa e trabalha para reverter a punição o quanto antes. Internamente, a diretoria considera a regularização das pendências financeiras — sobretudo as relacionadas ao elenco profissional — o objetivo principal no momento, segundo apuração da Gazeta Esportiva.

Plano do Santos caso a sanção persista

Embora não tenha estabelecido prazo para solucionar o caso, a avaliação do clube é de que o processo exige cautela, com expectativa de encerrar a sanção o quanto antes para recuperar liberdade no mercado. Paralelamente, a diretoria já traçou um plano para o cenário em que a proibição permaneça durante a próxima janela de transferências: valorização do grupo atual e reforço das categorias de base.

O entendimento interno é de que a combinação entre jogadores do elenco profissional e os Meninos da Vila oferece condições para manter a competitividade ao longo da temporada. Essa estratégia já vinha sendo observada em 2026, e na última partida antes da pausa, contra o Vitória pelo Campeonato Brasileiro, 11 jogadores oriundos da base foram relacionados.

Planejamento financeiro e receitas previstas

Além da tentativa de retirar o transfer ban, o planejamento financeiro do Santos incorpora recebíveis previstos para os próximos meses. O clube tem a receber mais de R$ 175 milhões decorrentes de negociações de atletas que não estão mais no elenco, dos quais R$ 129,7 milhões são estimados para entrada em caixa nos próximos 12 meses.

A diretoria, em conjunto com os departamentos financeiro e jurídico, trabalha para assegurar o recebimento desses valores, que deverão ser parcialmente utilizados para quitar as obrigações em aberto.

Santos prioriza retirada do transfer ban e foca na base para eventual impasse

Imagem: Raul Baretta/Santos FC

Motivo da punição e tramitação

A punição aplicada pela Fifa, comunicada nesta quarta-feira, decorre de uma dívida de 2,032 milhões de euros (cerca de R$ 12 milhões) com o Monaco, relativa à contratação do volante Jean Lucas em 2023. Em razão da decisão, o clube está impedido de registrar novos jogadores por até três janelas de transferências, salvo se quitar o débito antes desse prazo.

O Santos recorreu à Corte Arbitral do Esporte (CAS), mas o recurso foi negado. A disputa teve origem no não pagamento da última parcela da negociação, com vencimento em janeiro de 2025, o que motivou o Monaco a acionar a Fifa e, posteriormente, obter decisão favorável também no CAS.

Com informações de Gazetaesportiva