Imagens de alta resolução viram prova em processos sobre desmatamento e descarte de resíduos

Satélites com resolução de 30 centímetros registraram cinco ocorrências de crimes ambientais em locais remotos, estendendo-se da Amazônia a uma ilha que sofre afundamento. As imagens transformaram suspeitas em provas que foram apresentadas a tribunais.

Os casos identificados ocorreram em áreas de fiscalização difícil ou praticamente inacessíveis para patrulhamento regular. Segundo os registros, crimes ambientais frequentemente acontecem em pontos distantes demais para que agentes percorram a pé ou realizem fiscalizações constantes, e em territórios tão amplos que a presença humana é limitada.

As ocorrências incluem a prática de despejo de resíduos em um rio localizado em área de selva e o corte de floresta protegida, ações que, conforme os relatórios usados nas investigações, se valem da ausência de vigilância para permanecerem ocultas. Em muitos desses locais, as comunidades afetadas têm poucos recursos para reagir ou denunciar com eficácia.

Os registros por satélite, por sua vez, abriram caminho para que suspeitas passassem a constituir material probatório nos processos judiciais relacionados. As imagens foram empregadas para documentar alterações no terreno e na cobertura vegetal e para associar atividades suspeitas a locais específicos, fundamentando as denúncias encaminhadas às autoridades competentes.

Especialistas e autoridades que acompanharam as investigações destacaram que crimes ambientais costumam se concentrar onde a capacidade de fiscalização é reduzida, circunstância que facilita práticas como despejo ilegal de resíduos e derrubada de áreas protegidas. A utilização de imagens de satélite de alta resolução permitiu localizar e registrar episódios que, de outra forma, poderiam permanecer impunes.

Imagem: Divulgação

As cinco ocorrências registradas ilustram a variedade de ambientes onde infrações ambientais podem ocorrer e a importância de instrumentos de monitoramento remoto para apoiar procedimentos judiciais e ações de fiscalização.

Com informações de Clickpetroleoegas