TRANSMISSÃO: Disney+
A série derivada Os Testamentos: Das Filhas de Gilead estreia nesta quarta-feira (8) no Disney+, expandindo o universo distópico criado por Margaret Atwood. A produção se passa 15 anos após os eventos mostrados em “The Handmaid’s Tale”, cuja sexta temporada terminou há quase um ano; a série original foi a primeira produção de streaming a vencer o Emmy de Melhor Drama, acumulando 15 estatuetas.
Desenvolvida pelo mesmo showrunner da série original, Bruce Miller, a sequência acompanha um grupo de jovens alunas da academia dirigida por Tia Lydia — papel retomado por Ann Dowd — onde as garotas são instr uídas a “se tornarem esposas”. A narrativa desloca o foco para essas personagens mais jovens e explora temas de amadurecimento, amizade e resistência dentro do regime teocrático de Gilead.
Elenco e personagens
O elenco reúne nomes como Lucy Halliday, que vive Daisy, uma jovem criada no Canadá que entra em Gilead de forma infiltrada; Rowan Blanchard, como Shunammite, uma estudante de origem privilegiada; e Mattea Conforti, no papel da rebelde Becka. As atrizes destacam que a trama mostra tanto o terror institucional quanto dilemas típicos da adolescência, como dinâmicas de popularidade, amizades e paixões.
Origem literária e legado
A série é inspirada no romance homônimo de Margaret Atwood, publicado em 2019 e vencedor do Booker Prize. Atwood, hoje com 86 anos e autora de mais de 40 obras, segue como referência da ficção especulativa. No Brasil, os dois títulos relacionados ao universo — “O Conto da Aia” e “Os Testamentos” — já somam mais de 250 mil exemplares vendidos.
A própria autora relaciona a criação de Gilead a influências literárias e ao mundo contemporâneo; em seu livro de ensaios “Questões Incendiárias” (Rocco, 2024) ela comenta as fontes que motivaram suas histórias. Atwood também lembra que “O Conto da Aia”, lançado em 1985, teve recepção controversa na época, incluindo críticas duras na imprensa.
Imagem: Divulgação
Tom e expectativa
Com dez episódios em sua primeira temporada, “Os Testamentos” traz uma abordagem visual e sonora distinta da série original, segundo o elenco, e pretende atrair um público mais jovem para o universo de Atwood. As atrizes relatam ter construído forte afinidade fora das câmeras, o que transparece na tela ao mostrar uma irmandade entre as personagens diante das adversidades de Gilead.
A série evita repisar apenas a trajetória de uma aia e opta por olhar para a formação de uma nova geração dentro do regime, apontando pequenas fissuras no sistema totalitário enquanto acompanha a evolução das jovens protagonistas.
Com informações de Forbes

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6