A Netflix desenvolve uma série baseada no universo de Assassin’s Creed e enfrenta a expectativa de evitar problemas que marcaram a adaptação cinematográfica de 2016. O filme estrelado por Michael Fassbender não agradou parte do público e foi esquecido, enquanto a nova produção para a TV já definiu o elenco e entrou recentemente em fase de filmagens, com ambientação confirmada em Roma no ano 64 d.C.
O lançamento chega em um momento em que adaptações de videogame para TV têm obtido maior receptividade, citam-se como exemplos The Last of Us e Fallout. Diante desse cenário, o Canaltech elencou cinco aspectos que a série precisa cumprir para entregar uma adaptação competente e bem recebida.
5. Equilíbrio entre história original e alma da franquia
A produção deve conciliar uma narrativa própria com os elementos centrais da franquia. A trama, ambientada em Roma no ano 64 d.C., é inédita na série de jogos, embora a cidade já tenha sido explorada anteriormente em Assassin’s Creed: Brotherhood. A descrição oficial da Netflix aponta para uma “guerra secreta” entre duas facções — uma busca controlar o futuro da humanidade por manipulação, a outra luta para preservar o livre-arbítrio — indicando que a série seguirá um caminho narrativo próprio. Resta, porém, a necessidade de preservar o DNA da franquia dentro dessa história original.
4. Fazer a parte histórica ser algo vivo
Um dos diferenciais dos jogos é o cuidado com a ambientação histórica. A franquia já explorou períodos como a Renascença italiana e o Egito Antigo, e a série precisa transformar a Roma de 64 d.C. em um elemento vivo e relevante da narrativa, fazendo com que a cidade atue como mais do que cenografia.
3. Não é somente ação
Embora conhecida pela ação, a saga Assassin’s Creed também incorpora tramas de conspiração. A sinopse oficial da série sugere um teor conspiratório ao descrever a guerra secreta entre facções, o que indica a oportunidade de investir no aspecto estratégico e psicológico, além das sequências de ação.
2. Personagens intrigantes
A série precisa apostar em personagens bem construídos e únicos para caminhar por conta própria, sem depender apenas de referências à obra original. Exemplos recentes de produções que valorizaram personagens e obtiveram sucesso são Fallout e Arcane.
Imagem: Divulgação/Ubisoft
1. Não se render ao fan service
Adaptações atuais não devem se sustentar apenas no reconhecimento da marca. Referências e elementos especiais da franquia podem aparecer, desde que integrados de forma natural à história e não sirvam apenas para agradar os fãs de forma gratuita.
A série ainda não teve sua data de estreia divulgada, e detalhes adicionais sobre o enredo e o elenco seguem sendo revelados aos poucos pela produção.
Com informações de Canaltech

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6