A Exposición Rural de Palermo, realizada em Buenos Aires entre 16 e 26 de julho de 2026, foi o ponto de partida do circuito das principais feiras agropecuárias do Cone Sul neste ano. No encerramento do evento, o presidente da Sociedade Rural Argentina (SRA), Nicolás Pino, apresentou a agenda da entidade voltada ao aumento da produção, à melhoria da competitividade e à atração de investimentos privados para o setor.
A SRA defende a extinção das retenções sobre exportações agropecuárias, que, segundo a entidade, retiraram cerca de US$ 215 bilhões do setor desde 2002. Pino afirmou que a redução parcial do tributo permitiu que aproximadamente US$ 6 bilhões permanecessem nas propriedades rurais, sendo aplicados na compra de máquinas, genética, recuperação de pastagens e outras melhorias na estrutura produtiva.
No ano em que completou 160 anos, a entidade divulgou um balanço econômico do agronegócio argentino. As cadeias agropecuárias, informou a SRA, movem mais de US$ 83 bilhões por ano: US$ 40 bilhões provenientes da agricultura, US$ 34 bilhões da pecuária e US$ 11,5 bilhões das produções regionais. O setor emprega mais de 4 milhões de pessoas no país.
Entre os indicadores apresentados estão aumento de 34% na produção de milho, duplicação da safra de girassol para 7,5 milhões de toneladas e uma colheita de trigo estimada em 30 milhões de toneladas, além de crescimento nas cadeias de carne, ovos e mel. A SRA relaciona esses avanços ao maior nível de investimento nas fazendas após a redução parcial das retenções.
A entidade também apresentou projeções macrosetoriais: com estabilidade econômica, alívio tributário, crédito de longo prazo e investimentos em infraestrutura, seria possível elevar em 50% a produção de cereais e oleaginosas, acrescentar 1 milhão de toneladas de carne, aumentar em 2 bilhões de litros a produção anual de leite e gerar US$ 20 bilhões adicionais por ano para a economia argentina.
Pino destacou fatores que favorecem a previsibilidade para investidores, como queda da inflação, equilíbrio fiscal, estabilidade cambial e redução do risco-país, ao mesmo tempo em que pediu a continuidade de reformas econômicas. A agenda da SRA inclui obras em estradas rurais, ferrovias, portos, prevenção de enchentes, conectividade digital e linhas de crédito alinhadas ao ciclo do setor.
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Em termos de tecnologia e sustentabilidade, a entidade apontou prioridades como agricultura de precisão, inteligência artificial, drones, robótica, sensores remotos, genética avançada e rastreabilidade, ressaltando a necessidade de atender exigências internacionais sobre sustentabilidade, redução da pegada de carbono e bem-estar animal.
Entre propostas institucionais, a SRA defende a modernização do Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária (INTA), do Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentar (Senasa), revisão da legislação de sementes e a consolidação do mercado de carbono com reconhecimento dos serviços ecossistêmicos das áreas rurais. A entidade também apoia o acordo Mercosul-União Europeia, melhorias na Hidrovia Paraná-Paraguai e maior inserção internacional dos produtos argentinos.
Pino informou que a diretoria da SRA percorreu mais de 1 milhão de quilômetros durante a gestão para aumentar a presença da entidade nas diferentes regiões produtoras e defendeu uma estratégia nacional integrada que inclua agropecuária, petróleo, gás, mineração, indústria do conhecimento e turismo como motores de geração de investimentos, renda e empregos.
Com informações de Forbes

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6