A Solinftec e a São Martinho anunciaram um acordo estratégico voltado à aceleração da transformação tecnológica e ao avanço da sustentabilidade no setor sucroenergético brasileiro. A parceria prevê a implementação de um conjunto integrado de soluções nas usinas da São Martinho localizadas nos estados de São Paulo e Goiás.

O que será feito

O projeto inclui o monitoramento em tempo real de mais de 1.500 máquinas agrícolas, com o objetivo de elevar a eficiência operacional e reduzir custos em toda a cadeia produtiva. A implantação abrange desde a operação de campo até os processos logísticos.

Robótica e automação no campo

Como parte do acordo, a Solinftec introduzirá seus primeiros robôs nas rotinas de campo da São Martinho. As ferramentas automatizadas serão empregadas em atividades como colheita, plantio, tratos culturais, fertirrigação e na gestão logística em tempo real, complementando a infraestrutura digital já existente nas unidades da usina.

Segundo Luís Gustavo Teixeira, diretor agroindustrial de tecnologia e inovação da São Martinho, a aliança expande o uso de inteligência computacional e robótica para melhorar desempenho operacional, eficiência, produtividade, qualidade e segurança, impactando diretamente os resultados da companhia.

Modelo comercial com uso de créditos de ICMS

Emerson Crepaldi, COO da Solinftec, afirmou que, apesar da relação de longa data entre as empresas, as negociações foram intensificadas nos últimos 12 meses para desenvolver um modelo que atendesse às necessidades da São Martinho e gerasse novas possibilidades para o mercado.

Solinftec e São Martinho firmam parceria para modernizar operações no setor sucroenergético

Imagem: Studio CJ/Getty ImagesColheita mecanizada de cana-de-açúcar

Escala e cronograma

Com a entrada da São Martinho na carteira de clientes, a Solinftec passa a atender os dez maiores produtores sucroenergéticos do país. A São Martinho possui capacidade aproximada de moagem de 27 milhões de toneladas por safra e está listada no Novo Mercado da B3 sob o ticker SMTO3.

A implementação completa das tecnologias está prevista para ocorrer ao longo de 2026. As equipes técnicas da parceria iniciam imediatamente o mapeamento produtivo, e o cronograma prevê a consolidação dos primeiros indicadores de produtividade e dos ganhos de escala até o término do próximo ciclo do ecossistema canavieiro.

Com informações de Forbes