A SpaceX, comandada por Elon Musk, está intensificando aportes em infraestrutura espacial, inteligência artificial (IA) e na produção de semicondutores enquanto se prepara para uma oferta pública inicial de ações (IPO) que pode levantar bilhões de dólares.
Projetos principais e valores previstos
Um dos empreendimentos centrais é o complexo de chips Terafab, em parceria com a Tesla. Um aviso do governo do Texas indica que a primeira fase do projeto deve demandar ao menos US$ 55 bilhões (R$ 272 bilhões) em investimentos de capital. Outro documento apontado pelas autoridades do condado de Grimes, no Texas, sinaliza que o complexo maior do Terafab pode chegar a US$ 119 bilhões (R$ 588,4 bilhões), dependendo do número de fases efetivamente desenvolvidas.
A SpaceX também planeja ampliar a infraestrutura relacionada ao setor espacial, com a construção de plataformas de lançamento na Flórida e uma nova fábrica de células solares no Texas. Entre as iniciativas de maior alcance está a proposta de colocar até um milhão de satélites de IA em órbita baixa da Terra nos próximos anos.
Parcerias, aquisições e fontes de financiamento
Documentos associados ao IPO devem detalhar como a empresa pretende distribuir esses gastos. Parte das necessidades de capital decorre da aquisição da xAI, também fundada por Musk, concluída em fevereiro. Segundo reportagem do The Wall Street Journal, a transação por troca de ações avaliou a xAI em cerca de US$ 250 bilhões (R$ 1,2 trilhão), e Musk declarou que pretende dissolver a xAI como entidade independente.
Em relação a parcerias, a SpaceX firmou acordo com a Anthropic para que o chatbot Claude utilize capacidade do data center Colossus 1 da empresa; os termos financeiros dessa parceria não foram divulgados. A companhia deixou claro que não pretende arcar sozinha com todos os projetos: no Terafab, por exemplo, a Tesla deve investir cerca de US$ 3 bilhões (R$ 14,8 bilhões) em uma unidade de pesquisa ligada ao projeto, enquanto a SpaceX lideraria a primeira fase da instalação ampliada.
Fontes citadas afirmam que alguns desses projetos terão cronograma de desenvolvimento que pode se estender por anos e implicam riscos operacionais e financeiros significativos. Ezinne Uzo-Okoro, sócia-geral da gestora de private equity Calthorpe Group e ex-integrante do governo dos EUA na área espacial, comentou ao The Wall Street Journal: “Eu acredito na capacidade dele de vender sua visão e conseguir os recursos para financiá-la. Digo isso objetivamente com base no histórico dele”.
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As receitas da SpaceX vindas de operações de lançamento, do serviço Starlink e de contratos de segurança nacional oferecem caixa relevante: segundo o Journal, os negócios espaciais da empresa geraram US$ 8 bilhões (R$ 39,5 bilhões) em ganhos ajustados sobre uma receita de US$ 16 bilhões (R$ 79,1 bilhões) no ano passado, recursos que podem contribuir para financiar os planos de expansão.
Além disso, Musk tem defendido novas prioridades de investimento na Tesla, direcionando a montadora para áreas como robôs humanoides, IA e carros autônomos.
Com informações de Olhardigital

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6