Dois dos principais negócios de Elon Musk, a SpaceX e a xAI, estão em conversações avançadas para se fundirem antes de qualquer movimentação de abertura de capital nos Estados Unidos, segundo pessoas com conhecimento direto do assunto que falaram à Bloomberg sob condição de anonimato.

De acordo com essas fontes, executivos de ambas as empresas já informaram alguns investidores sobre o plano de reunir as operações de tecnologia espacial e inteligência artificial. Parte das fontes afirma que um anúncio oficial pode ocorrer ainda nesta semana, mas alertam que as negociações seguem em curso e podem não se concretizar.

Procuradas pela agência Bloomberg, representantes da SpaceX e da xAI não comentaram publicamente as tratativas.

Detalhes da possível fusão antes do IPO

Em relatório divulgado na quarta-feira (29), a Reuters revelou que SpaceX e xAI estudam uma fusão antes de um IPO previsto para 2026 nos EUA. A estratégia envolveria unificar os foguetes, satélites e a rede Starlink da SpaceX com o chatbot de IA Grok e outras plataformas da xAI, incluindo a integração com a rede social X (antigo Twitter).

O formato sugerido para a combinação das empresas é a troca de ações, na qual acionistas da xAI receberiam papéis da SpaceX. Para facilitar o processo, duas entidades legais foram registradas no estado de Nevada, mas ainda não há definição sobre valores envolvidos nem cronograma oficial para fechamento do acordo.

Atualmente, a SpaceX possui avaliação aproximada de US$ 800 bilhões (cerca de R$ 4 trilhões), o que a coloca como a empresa privada mais valiosa do mundo. A xAI, por sua vez, registra valor de mercado estimado em US$ 230 bilhões (aproximadamente R$ 1,15 trilhão). Além disso, Musk tem investido em infraestrutura de IA, com a construção de um supercomputador e planos para instalar data centers em órbita com o objetivo de reduzir custos de energia.

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Analistas do setor de defesa norte-americano apontam que a junção entre as duas companhias poderia fortalecer contratos com o Pentágono. A xAI já mantém acordo para fornecer a tecnologia Grok às Forças Armadas, enquanto a Starlink desenvolve satélites com capacidades de inteligência artificial para fins estratégicos.

A negociação, porém, ainda carece de confirmação formal e qualquer definição dependerá da conclusão das conversas entre as equipes jurídicas e de diretoria de ambas as empresas.

Com informações de Olhardigital