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O presidente interino do Corinthians, Osmar Stabile, publicou uma carta aberta em que faz defesa da gestão da diretoria e reflete sobre os desafios financeiros do clube, em meio à divulgação de um déficit acumulado no primeiro quadrimestre de 2026.

Na mensagem, Stabile contestou a informação inicial divulgada pelo site Meu Timão de que o clube teria uma dívida total de R$ 3,3 bilhões, alegando que esse número não correspondia à situação real das contas. Segundo o dirigente, embora o veículo tenha feito uma retratação, a exposição do caso trouxe efeitos negativos e chegou a prejudicar negociações avançadas com parceiros considerados estratégicos para o Corinthians.

Déficit de R$ 168,048 milhões

A manifestação do presidente interino foi divulgada no mesmo dia em que o clube publicou o balancete relativo a abril, que aponta um déficit acumulado de R$ 168,048 milhões nos quatro primeiros meses de 2026. Esse montante é cerca de 130% maior do que os R$ 72,9 milhões previstos no orçamento para o período.

A diretoria atribuiu o resultado negativo, em grande parte, à ausência de vendas de jogadores durante a primeira janela de transferências. O planejamento financeiro previa uma arrecadação líquida de R$ 75 milhões com negociações até abril, mas o clube optou por postergar as transações devido à participação na Libertadores e à estratégia de valorização do elenco.

No relatório, a administração alvinegra manteve a expectativa de obter cerca de 25 milhões de euros líquidos (equivalente a R$ 148,4 milhões) com operações na janela do meio do ano, considerada fundamental para atingir as metas orçamentárias de 2026.

Stabile comenta déficit de R$ 168,048 milhões do Corinthians e defende atuação da diretoria

Imagem: Ap

Despesas extraordinárias pesaram nas contas

Além da falta de receitas com transferências, o Corinthians apontou despesas extraordinárias que influenciaram o déficit. Entre elas estão R$ 32,5 milhões pagos a título de premiação pelo elenco pela conquista da Copa do Brasil de 2025 e R$ 6,1 milhões em tributos relacionados ao acerto da contratação do zagueiro Félix Torres.

Segundo a diretoria, se as vendas planejadas tivessem sido concluídas e as despesas extraordinárias não tivessem ocorrido, o déficit acumulado seria de R$ 54,4 milhões, abaixo da projeção orçamentária inicial.

Apesar do resultado negativo, o clube registrou receitas operacionais brutas de R$ 273,1 milhões entre janeiro e abril, acima dos R$ 243,1 milhões previstos. Os patrocínios lideraram a arrecadação com R$ 91,2 milhões, seguidos por direitos de transmissão (R$ 81,7 milhões) e receita com jogos (R$ 37,1 milhões).

Com informações de Gazetaesportiva