A Nero.AI, startup brasileira de inteligência artificial, alcançou R$ 1 milhão em faturamento em menos de dois anos de atividade, desenvolvendo soluções com uma equipe enxuta de oito pessoas. Com clientes como BTG Pactual, Insper e Instituto Lemann, a empresa agora prepara o lançamento de uma plataforma voltada a melhorar o desempenho de estudantes em provas como o Enem e vestibulares.
A companhia foi fundada por Gabriel Valentim e Enrico Gazola. A origem do negócio veio quando Valentim, que participou de competições científicas, passou a receber pedidos de amigos para aplicar Machine Learning em problemas reais. A parceria com o economista Gazola começou com uma ferramenta de correção oral para alunos e evoluiu para a oferta de serviços de IA mais aprofundados do que soluções que apenas integram APIs prontas.
Foco técnico e eficiência
Segundo a Nero.AI, a empresa teve vantagem por reunir desenvolvedores com experiência acadêmica: entre os seis desenvolvedores, quatro têm histórico de pesquisa. Esse conhecimento permitiu ao time “abrir o capô” dos modelos e construir soluções próprias, o que, conforme a empresa, tornou o desenvolvimento mais objetivo e menos custoso. O mentor Mario Martins afirmou que, em vez de criar uma IA conversacional genérica, a Nero aplicou pesquisas a problemas muito específicos, reduzindo a necessidade de grandes volumes de treinamento e, assim, os gastos.
A empresa também se posiciona contra o chamado “AI Washing”, priorizando projetos em que a inteligência artificial realmente agrega valor. Casos que não requerem IA, como chatbots simples com botões, são descartados rapidamente.
Casos de uso
No setor financeiro, a Nero.AI afirma estar automatizando um processo regulado que antes levava entre 60 e 70 dias, transformando-o em uma operação mais rápida e de baixo custo. Na área da saúde, a empresa diz treinar modelos do zero com grandes bases de dados para antecipar momentos de necessidade dos pacientes.
Um projeto feito para a Fundação Lemann foi destacado: diante de uma rede de cerca de 800 líderes, a startup implementou um banco de dados vetorial para facilitar buscas por similaridade. Ao integrar biografias e cargos nesse sistema, o usuário pode encontrar perfis com características específicas por meio de uma interface em linguagem natural.
Imagem: Divulgação
Edu.AI e operação enxuta
O primeiro produto direto ao consumidor, Edu.AI, tem lançamento previsto para o final de abril. Vencedor de hackathons do Google e da Meta, o projeto replica a metodologia de estudo adotada por membros da equipe da Nero. Dos oito funcionários, seis estudaram em escolas públicas, foram medalhistas em olimpíadas de conhecimento e conquistaram vagas em instituições como ITA, Unicamp e USP, além de bolsas no exterior.
A empresa planeja operar a plataforma com modelo ultra enxuto: divulgação e alcance seriam executados por meio de “agentificação” — agentes autônomos de IA — com apenas três pessoas gerenciando as operações de marketing e comunicação. A meta indicada pela Nero é atingir 15 mil alunos até o fim de 2026.
Sem intenção de buscar investimento externo no curto prazo, a startup afirma priorizar sustentabilidade e projeta um crescimento de receita em torno de 46% no ano, meta que os fundadores acreditam poder atingir já em junho.
Com informações de Infomoney

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6