A Valve retirou do catálogo do Steam o jogo de terror gratuito Beyond the Dark depois que pesquisadores e um criador de conteúdo detectaram códigos maliciosos no título. O software fazia processos em segundo plano que possibilitavam o roubo de credenciais de usuários, sobretudo de carteiras de criptomoedas.

TRANSMISSÃO: YouTube | dono de canal homônimo (YouTube)

A descoberta foi divulgada pelo youtuber Erick Parker, dono de canal homônimo no YouTube, em vídeo publicado em 18 de maio deste ano. Parker investigou o programa após receber alertas sobre atividade suspeita e identificou malwares ocultos dentro de um arquivo nomeado UnityPlayer.dll.

Beyond the Dark foi lançado em 2024 e não alcançou grande visibilidade na plataforma: somava cerca de 40 avaliações e sua recepção pública estava classificada como “mista”. Segundo a apuração, o jogo usou como base a página de outro título legítimo, Rodent Race, copiando nome, imagens de divulgação e descrição para ser distribuído na loja.

O código malicioso presente no jogo foi projetado para escanear o sistema em busca de extensões de navegador, mirando especificamente carteiras de criptomoedas como MetaMask. Ao localizar essas extensões, o malware tentava extrair credenciais dos usuários.

Para executar ações remotas e receber comandos, o software estabelecia conexão com um servidor externo, o que também possibilitava o download de pacotes adicionais de malware no dispositivo comprometido.

A investigação conduzida por Erick Parker foi encaminhada à Valve, que removeu o título rapidamente do Steam assim que a presença dos malwares foi confirmada.

Imagem: Divulgação

Casos anteriores no Steam

O incidente com Beyond the Dark soma-se a outras ocorrências de jogos distribuídos pelo Steam que funcionaram como vetores para malwares. Títulos como BlockBlasters e Chemia já foram noticiados por terem sido usados para disseminar códigos maliciosos e chegaram a ser alvo de investigação do FBI nos Estados Unidos.





Em todos os casos, a tática observada foi a utilização do próprio jogo como fachada para entregar pacotes maliciosos adicionais, com o objetivo de atingir a base de usuários do Steam e explorar o interesse desses consumidores em serviços vinculados, como carteiras digitais e redes sociais.

As medidas adotadas pela Valve foram rápidas após a comunicação do pesquisador, e o jogo permanece removido enquanto investigações sobre a origem e a extensão dos malwares prosseguem.

Com informações de Tecmundo