Os superiates Koru, Kismet, Flying Fox, Ahpo e Azzam representam o estágio mais elevado de exclusividade no setor de embarcações de luxo, segundo reportagem do Portalin. Mais do que símbolos de patrimônio, essas embarcações são resultado de projetos sob medida, desenvolvidos ao longo de anos por estaleiros e equipes especializadas.

Os projetos reúnem arquitetos navais, engenheiros, designers e artesãos e costumam demandar processos que se estendem por vários anos até a entrega ao proprietário. A reportagem destaca que as embarcações, conforme informado, têm dimensões que variam entre 126 e 180 metros de comprimento, e cita como exemplos comprimentos específicos: Koru (127 metros), Kismet (122 metros), Flying Fox (136 metros), Ahpo (115 metros) e Azzam (180 metros).

Esses iates dispõem de infraestrutura comparável à de resorts cinco estrelas, com espaços destinados a spa, cinema privativo, academia, piscinas, beach club, áreas submersas para contemplação e sistemas de propulsão voltados para eficiência e conforto em longas travessias. A personalização envolve escolhas de layout, soluções tecnológicas e materiais que, em geral, são mantidas em sigilo pelas equipes envolvidas.

Ao contrário da percepção pública, a disputa entre bilionários não costuma se dar pela compra de embarcações já conhecidas: a maioria desses modelos tem proprietários definidos e não está à venda. O mercado movimenta-se, na prática, pela corrida por vagas nos estaleiros capazes de executar projetos dessa complexidade, cuja capacidade produtiva limitada gera listas de espera.

O investimento necessário para construir embarcações nesse nível acompanha o grau de personalização. As cifras variam conforme especificações e condições de mercado, mas frequentemente atingem centenas de milhões de euros. A reportagem informa que o Ahpo chegou a ser anunciado por € 340 milhões, tornando-se um dos ativos mais valiosos ofertados no mercado internacional de superiates.

Imagem: Divulgação

O processo de construção e a manutenção do segredo sobre detalhes do projeto — inclusive sobre a identidade dos proprietários — são elementos centrais para preservar a exclusividade valorizada por esse segmento. Nesse contexto, o luxo deixa de ser medido apenas pelo preço e passa a depender do acesso a profissionais de alto nível, aos estaleiros mais disputados e ao tempo necessário para transformar um projeto único em realidade.

É essa junção de escassez, engenharia e personalização que faz de nomes como Koru, Kismet, Flying Fox, Ahpo e Azzam referências entre a elite global, segundo a matéria.

Com informações de Portalin