Uma nova ação por homicídio culposo foi protocolada contra a Tesla nos Estados Unidos, após um jovem de 20 anos não conseguir sair de um Model Y em chamas. A mãe de Samuel Tremblett afirma que o sistema de maçanetas eletrônicas do veículo impediu a abertura das portas após a colisão, resultando em desfecho fatal.

O acidente ocorreu em 29 de outubro de 2025, em Easton, no estado de Massachusetts. De acordo com a petição apresentada no Tribunal Distrital dos Estados Unidos em Massachusetts, Tremblett perdeu o controle do carro ao colidir contra uma árvore. Com o início do incêndio, o motorista ligou para o serviço de emergência e relatou dificuldades para respirar, mas não conseguiu escapar das chamas.

Na peça processual, os advogados responsabilizam a montadora pelo desenho das maçanetas, que são eletrônicas e embutidas na carroceria para favorecer a aerodinâmica. Segundo o documento, esse projeto pode travar após impactos, mantendo ocupantes retidos dentro do automóvel.

O texto do processo menciona pelo menos 15 mortes desde 2016 em situações semelhantes, nas quais vítimas teriam ficado presas em veículos da Tesla após acidentes. A família de Tremblett também cita declarações do CEO da empresa, Elon Musk, em teleconferência de resultados de 2018, quando ele destacou o rigor da companhia em segurança e prometeu fabricar “o carro mais seguro do mundo”.

O caso ganhou repercussão internacional e será analisado pela Justiça norte-americana. A imprensa especializada, como o site The Verge, já noticiou a ação contra a montadora.

Investigação sobre maçanetas abreviado

Paralelamente ao processo, órgãos regulatórios de diversos países analisam o sistema de maçanetas da Tesla. A China proibiu recentemente o uso exclusivo de comandos eletrônicos em veículos novos, exigindo mecanismos mecânicos de abertura. Nos EUA, a NHTSA apura reclamações de portas que não se abrem após colisões, inclusive em casos com crianças retidas no interior.

Imagem: Divulgação

Em resposta às falhas apontadas, a Tesla informou estar redesenhando as maçanetas para unificar comandos eletrônicos e manuais em um único botão. Em setembro de 2025, reportagem da Bloomberg registrou mais de 140 ocorrências desde 2018 de portas emperradas em carros da empresa nos Estados Unidos.

A expectativa agora é que o Tribunal analise os argumentos e decida se a montadora terá responsabilidade civil pelo episódio.

Com informações de Olhardigital