O The New York Times (NYT) encerrou 2025 com um incremento de 1,4 milhão de assinantes digitais, totalizando 12,78 milhões de clientes. Com esse avanço, a empresa se aproxima da meta de alcançar 15 milhões de assinantes até o fim de 2027, conforme divulgado pela companhia em 4 de fevereiro.

O maior ritmo de adesões ocorreu no quarto trimestre, quando o jornal norte-americano atraiu 450 mil novos assinantes digitais. A empresa atribuiu parte desse desempenho às melhorias no plano familiar, lançado em setembro de 2025. Essa modalidade permite que até quatro usuários compartilhem uma mesma conta, contabilizada como duas assinaturas, e tem valor mensal superior ao plano individual. Segundo o NYT, menos de 3% da base digital corresponde a adesões adicionais dentro do plano familiar.

Outro fator que impulsionou o crescimento foi a adesão a assinaturas combinadas de diferentes produtos oferecidos pelo jornal, como seções de receitas, jogos, dicas culinárias e recomendações de consumo. Até o final de dezembro de 2025, mais da metade dos assinantes digitais tinha pelo menos duas ofertas contratadas, mas a empresa não divulgará esse indicador em relatórios futuros.

Resultados de negócio

No quarto trimestre de 2025, a receita total do The New York Times somou US$ 802,3 milhões, um crescimento de 10,4% em relação ao mesmo período de 2024. O lucro operacional atingiu US$ 192,3 milhões, alta de 12,8%, enquanto os custos operacionais subiram 10,5%, para US$ 640,7 milhões.

A receita proveniente de assinaturas digitais cresceu 13,9%, alcançando US$ 381,5 milhões. Já o montante total de receitas de assinatura foi de US$ 510,5 milhões, avanço de 9,4%. A área de publicidade digital foi a que mais cresceu, com alta de 24,9% para US$ 147,2 milhões, impulsionada por forte demanda de anunciantes e novos espaços publicitários. A receita de afiliados e licenciamento teve aumento de 5,5%, chegando a US$ 100,2 milhões.

A receita média por assinante digital (ARPU) teve acréscimo de 1%, alcançando US$ 9,72 no último trimestre. Em contraste, as assinaturas da edição impressa continuaram em queda, recuando 2% para US$ 129 milhões. O número de assinantes em papel caiu de 610 mil, no final de 2024, para 570 mil em dezembro de 2025.

No encerramento do ano, o NYT mantinha US$ 1,2 bilhão em caixa e títulos negociáveis. Além disso, o conselho de administração aprovou o pagamento de dividendos trimestrais de US$ 0,23 por ação, aumento de US$ 0,05 em relação ao trimestre anterior.

Imagem: Divulgação

Demissões no The Washington Post

Enquanto o The New York Times registra expansão, o The Washington Post, de Jeff Bezos, iniciou em 4 de fevereiro uma grande rodada de cortes de pessoal. Fontes internas informam que cerca de 30% dos funcionários — incluindo mais de 300 jornalistas das áreas de esportes, notícias locais e cobertura internacional — serão desligados.

O editor-chefe executivo Matt Murray comunicou que os prejuízos acumulados levaram à decisão, que priorizará a cobertura de notícias nacionais, política, negócios e saúde. Como parte das mudanças, a seção de esportes foi fechada e parte dos repórteres foi realocada para reportagens especiais, enquanto as áreas de notícias locais, livros e o podcast “Post Reports” foram reduzidas ou encerradas. A cobertura internacional também sofrerá cortes, afetando correspondentes no Oriente Médio, Índia e Austrália.

Essas medidas representam uma reestruturação profunda na estratégia editorial do The Washington Post.

Com informações de Meioemensagem