O The Strokes fechou sua passagem pelo Coachella 2026 com uma apresentação marcada por declarações políticas no sábado, 18 de abril, no palco principal do festival.
Durante a execução de “Oblivious”, a banda exibiu no telão um slideshow com imagens de líderes latino-americanos que, segundo a sequência, teriam sido derrubados pela CIA: o panamenho Omar Torrijos, o guatemalteco Jacobo Árbenz e o equatoriano Jaime Roldós Aguilera. Em seguida, apareceu uma foto de Martin Luther King Jr. acompanhada da frase “US Govt found guilty of his murder in civil trial” (“Governo dos EUA considerado culpado por seu assassinato em julgamento civil”).
A apresentação foi concluída com imagens de ataques de mísseis em Gaza, momentos antes de o painel visual ficar totalmente escuro.
Este tom político já havia se manifestado na primeira semana do festival. Em 11 de abril, o vocalista Julian Casablancas usou o microfone para ironizar a proposta de retorno do serviço militar obrigatório nos Estados Unidos: “Vocês estão animados com o draft? Ah, espera, não o draft da NFL”, disse, complementando em seguida: “Em seis meses, acho que todo mundo elegível para o exército vai ter que se registrar. Vocês estão animados?”. Na mesma noite, o show transitou entre críticas e humor, com brincadeiras sobre a banda “abrir para o Justin Bieber” e comentários sobre conflitos de horário do evento.
No primeiro fim de semana, o setlist contou com clássicos como “Last Nite”, “Reptilia” e “Someday”. Já na segunda semana, o repertório foi mais abrangente, incluindo músicas de diferentes fases da banda, como “Hard To Explain”, “You Only Live Once”, “The Adults Are Talking”, “Juicebox” e “Ode To The Mets”. O grupo também apresentou o single mais recente, “Going Shopping”.
Imagem: Protesto político
As apresentações no Coachella antecedem o lançamento de Reality Awaits, novo álbum do The Strokes previsto para junho. O disco nomeia ainda a turnê mundial que estreia no mesmo mês, com mais de 30 datas confirmadas na América do Norte, Europa e Ásia.
O engajamento político de Casablancas já era conhecido: ele está entre mais de 600 músicos que assinaram a carta aberta do coletivo Musicians for Palestine, que pede boicote cultural a shows em Israel. Entre os outros signatários estão nomes como Patti Smith, Rage Against the Machine e Run the Jewels. A postura do cantor também aparece em seu projeto paralelo, The Voidz, reconhecido pelo caráter experimental e politizado.
Com informações de Vagalume

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6