TRANSMISSÃO: Band
Uma instalação de armazenamento de energia baseada em gravidade começou a operar em Rudong, na província de Jiangsu, China. O projeto foi divulgado em março pela empresa suíça Energy Vault e já está integrada à rede elétrica local com a função de auxiliar no balanceamento do fornecimento.
A estrutura, que externamente se assemelha a uma torre industrial abandonada, funciona como uma bateria mecânica. Em períodos de baixa demanda ou quando há excesso de geração de fontes renováveis, motores elétricos erguem grandes blocos sólidos por meio de guindastes, transformando eletricidade em energia potencial gravitacional. Quando a energia é necessária, os blocos descem de maneira controlada, acionando geradores que reconvertem a energia potencial em eletricidade.
Capacidade e desempenho
A unidade instalada na China tem potência nominal de 25 megawatts e capacidade de armazenamento de 100 megawatt-hora, o que possibilita entrega contínua de energia por aproximadamente quatro horas. Esse intervalo é considerado útil para compensar variações típicas de fontes como solar e eólica, por exemplo, a redução da geração solar ao anoitecer ou mudanças de vento ao longo do dia.
Segundo a empresa, o sistema alcança eficiência de ida e volta superior a 80% e foi projetado para operar por mais de 30 anos com perda de eficiência reduzida. Outra vantagem destacada pela fabricante é a independência de metais considerados críticos em baterias químicas convencionais, como lítio, cobalto e níquel.
Materiais e sustentabilidade
Os blocos usados no mecanismo são produzidos com resíduos industriais, rejeitos de mineração e materiais de construção reciclados, o que, de acordo com a Energy Vault, contribui para redução de custos e menor impacto ambiental em comparação a soluções que dependem de matérias-primas críticas.
Imagem: Divulgação
A operação em Rudong representa uma aplicação em escala comercial da tecnologia já testada anteriormente em escala piloto pela empresa suíça e reforça o interesse por alternativas de armazenamento de energia em larga escala que não utilizem baterias químicas tradicionais.
O sistema está conectado à rede local e passará a ser utilizado para ajudar no equilíbrio entre oferta e demanda de eletricidade na região.
Com informações de Tecmundo

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6