Pessoa que evita trabalho desnecessário, dorme mais ou prefere não reagir a tudo: comportamentos frequentemente rotulados como preguiça podem, segundo especialistas e estudos científicos, ser sinais de inteligência. Pesquisas citadas pela Forbes mostram que eficiência cognitiva, padrões de sono e regulação emocional explicam por que esses hábitos não necessariamente indicam baixo desempenho.
Evitar trabalho desnecessário
Evitar etapas redundantes ou buscar atalhos nem sempre é sinônimo de falta de empenho. Estudos sobre a chamada hipótese da eficiência neural, incluindo uma revisão de 2009 publicada na revista Neuroscience & Biobehavioral Reviews, apontam que pessoas com maior inteligência tendem a apresentar menor ativação cerebral ao realizar tarefas cognitivas — um indicador de que o cérebro opera de forma mais eficiente.
Na prática, profissionais mais eficientes chegam ao mesmo resultado usando menos recursos mentais: identificam padrões, eliminam processos supérfluos e automatizam atividades repetitivas. Para observadores externos, isso pode parecer “fazer corpo mole”, mas reflete uma estratégia voltada a maximizar resultados com menor gasto de energia.
Dormir (ou cochilar) mais
Dormir mais ou fazer cochilos ao longo do dia costuma ser associado à falta de produtividade, mas evidências neurocientíficas contestam esse estereótipo. Um estudo de 2015 publicado na Scientific Reports examinou a relação entre inteligência fluida e padrões de sono, em especial os chamados “fusos do sono” que ocorrem durante cochilos. Esses picos de atividade cerebral estão relacionados à consolidação da memória e ao aprendizado.
A pesquisa encontrou associação positiva entre inteligência fluida e a duração desses fusos, sugerindo que cochilos podem favorecer processamento cognitivo eficiente. Assim, proteger o sono — incluindo descansos estratégicos — pode ser uma prática deliberada para manter atenção, criatividade e controle emocional, e não simplesmente um comportamento indulgente.
Deixar certas coisas passarem
Reagir a todas as provocações costuma ser valorizado, mas a opção por não responder pode indicar habilidade de regulação emocional. Estudos recentes, entre eles uma pesquisa de 2025 publicada na Frontiers in Public Health, mostram que pessoas com maior inteligência emocional conseguem desligar-se psicologicamente de estressores e escolher não consumir energia emocional com questões pouco relevantes.
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Esse distanciamento psicológico ajuda a preservar bem-estar e concentração: em vez de ruminar sobre críticas ou discutir cada ponto, indivíduos emocionalmente inteligentes identificam o que é útil e seguem adiante, priorizando onde investir tempo e esforço.
Esses três comportamentos — evitar trabalho desnecessário, valorizar sono e deixar passar certas situações —, quando analisados à luz de evidências científicas, configuram estratégias para otimizar desempenho cognitivo e emocional, e não meros sinais de preguiça.
Com informações de Forbes

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6