Lazio é responsabilizada por encerrar acordo com jogadora devido à gravidez, diz TAS
O Tribunal Arbitral do Esporte (TAS) decidiu, em sentença publicada em 11 de junho, que a Lazio Feminino encerrou de forma ilegal as negociações de renovação do contrato da meio-campista sueca Maja Gothberg por motivo de gravidez. A decisão determina pagamento de indenização à atleta.
O Sindicato Mundial de Jogadores e Jogadoras Profissionais de Futebol (FIFPro) qualificou a resolução como histórica e afirmou que o veredito pode servir de referência para a aplicação de proteções relacionadas à maternidade no futebol profissional. A entidade destacou também que o caso aponta para a importância da confidencialidade sobre dados médicos relativos à gravidez.
O TAS condenou a Lazio a pagar 69.333 euros — equivalentes a R$ 408.283 na cotação informada — a Gothberg, por ter interrompido as tratativas para a renovação do vínculo contratual. Segundo o tribunal, as partes já haviam alcançado um acordo vinculante antes de a jogadora comunicar a gravidez.
Antes de recorrer ao TAS, Gothberg havia levado a questão à Câmara de Resolução de Disputas da Fifa, que não acolheu seu pedido. Ao obter a decisão favorável no tribunal arbitral, a jogadora afirmou que o resultado envia a mensagem de que a gravidez não deve ser tratada como impedimento nem motivo para negar oportunidades profissionais a atletas.
A Lazio informou que “tomou nota” da decisão do TAS e ressaltou que o painel arbitral não aplicou sanções adicionais previstas pelo Regulamento da Fifa para casos de rescisão por motivo de maternidade, por considerar que não houve má-fé por parte do clube. Em sua nota, o time italiano afirmou que agiu com base em uma avaliação jurídica que o painel posteriormente considerou equivocada e garantiu que continuará a revisar e reforçar seus procedimentos internos para atender às normas nacionais e internacionais que regem o esporte profissional e as relações de trabalho.
Imagem: Foto por JOSE BRETON / NURPHOTO / NURPHOTO VIA AFP
Transmissão: Canal da Gazeta Esportiva (YouTube)
O caso, acompanhado por entidades de defesa das jogadoras, deverá servir como referência em disputas futuras sobre direitos de maternidade no futebol profissional.
Com informações de Gazetaesportiva

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6