Reconhecimento oficial celebra símbolo do Carnaval soteropolitano
O trio elétrico foi oficialmente inscrito como Patrimônio Cultural Imaterial de Salvador, conforme norma sancionada recentemente pela prefeitura. A medida reconhece o veículo-sonoro como elemento central da cultura popular da cidade e reforça seu papel na construção da identidade local e na transformação das ruas em palco durante o Carnaval.
A trajetória do trio elétrico tem origem em 1950, quando os músicos Adolfo Antônio Nascimento e Osmar Álvares Macedo — mais conhecidos como Dodô e Osmar — adaptaram um Ford 1929 equipando-o com amplificadores e guitarras elétricas. A inovação, criada para aproximar a música do público nas ruas, acabou por mudar a forma de entretenimento e consolidar um dos maiores espetáculos carnavalescos do mundo.
Os herdeiros da tradição, Armandinho Macêdo e André Macêdo — filhos de Osmar e representantes da Abramus — avaliaram o reconhecimento como uma consagração da trajetória familiar dedicada à música. Armandinho afirmou, em nome da família e dos irmãos Macêdo, gratidão pelo ato que valoriza a chamada baianidade e confirma o trio como patrimônio cultural. André ressaltou que a oficialização confirma o papel central do trio elétrico no sucesso do Carnaval da Bahia e sua contribuição para levar o nome do estado internacionalmente; ele disse sentir-se honrado e agradeceu também aos criadores da invenção, Dodô e Osmar.
A oficialização ocorreu por meio da Lei nº 9.948/2026, que foi sancionada pelo prefeito Bruno Reis em 4 de março e publicada no Diário Oficial do Município. A nova legislação tem caráter simbólico e preservacionista, sem alterar as normas de circulação ou a logística dos eventos carnavalescos.
Segundo a prefeitura e representantes culturais, a inscrição protege o valor histórico e imaterial do trio elétrico, garantindo que a tradição permaneça reconhecida e valorizada pelas próximas gerações. A medida aponta para a manutenção do trio como peça central das celebrações e da memória cultural de Salvador.
Imagem: Divulgação
O registro reflete o reconhecimento institucional de uma prática nascida na década de 1950 e que, desde então, virou referência do Carnaval baiano e da música popular local.
Com informações de Abramus.org

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6