O técnico da seleção inglesa, Thomas Tuchel, afirmou estar confiante para o confronto das oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 contra o México, marcado para domingo no Estádio Azteca, na Cidade do México. Em entrevista coletiva, o treinador alemão rejeitou a ideia de antecipar problemas e disse que a equipe está preparada para lidar com eventuais dificuldades.

Tuchel, bem-humorado na apresentação à imprensa, afirmou não querer “falar sobre problemas que não existem” e ressaltou que, caso surjam contratempos, a seleção irá enfrentá-los na hora. O técnico também registrou ter recebido demonstrações de respeito e carinho durante a estadia na capital mexicana.

Após a chegada ao local, situado a 2.240 metros de altitude, o comandante relatou ter sentido “uma leve dor de cabeça” e ter dormido pior do que em dias anteriores, mas avaliou que isso não compromete a equipe. Ele ainda projetou que os primeiros 15 ou 20 minutos da partida devem ser os mais exigentes, afirmando que a seleção inglesa se prepara para um início intenso por parte do México.

Tuchel comentou também a provocação da torcida mexicana, que tem entoado o cântico “A Inglaterra vai provar a pimenta nacional”. Segundo o técnico, os torcedores darão uma amostra do chamado “tempero picante”, mas ele descartou ter enfrentado hostilidade direta até o momento.

Sobre o rival, Tuchel destacou a versatilidade do time mexicano: afirmou que a equipe alterna entre pressão alta e pressão baixa com fluidez, faz ajustes durante a partida e utiliza com frequência a rotatividade entre jogadores.

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Azteca: “ferida aberta”

Ao comentar a volta da Inglaterra ao Estádio Azteca, Tuchel afirmou que o objetivo não é buscar vingança pela derrota de 40 anos atrás nas quartas de final contra a Argentina, marcada pelos gols de Diego Maradona, mas reconheceu que a lembrança é dolorosa e que a “ferida ainda está aberta”. Ele concluiu dizendo que a seleção quer construir sua própria história naquele palco.

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O meio-campista Jordan Henderson, por sua vez, elogiou as instalações do Pumas, onde a equipe realizou o último treino antes do duelo. Henderson considerou o centro de treinamento “de primeira linha para treinamentos de alto rendimento” e relatou ter sentido os efeitos da altitude nos primeiros 10 minutos do trabalho.

O jogador do Brentford reforçou que a delegação viajou ao México sem a intenção de alegar pretextos relacionados à altitude ou aos gritos de torcedores do lado de fora do hotel. Ao lembrar que está disputando sua quarta Copa do Mundo, Henderson descreveu a partida no Azteca como uma experiência especial, afirmando que não vê comparação com outras partidas de alto nível que já disputou, incluindo jogos na Liga dos Campeões e em Copas do Mundo anteriores.

O time inglês segue a preparação final em solo mexicano, com a expectativa de um duelo inicial intenso, mas com a confiança da comissão técnica e dos jogadores em administrar as condições locais e a pressão da torcida.

Com informações de Gazetaesportiva