Uefa, Concacaf e AFC publicaram nesta segunda-feira (10) uma carta conjunta dirigida à “família do futebol” em que criticam o presidente da Fifa, Gianni Infantino, e afirmam que o futebol “não pertence a nenhum indivíduo”. As três confederações condenam a concentração de poder e dizem que a liderança no esporte não pode ser tratada como propriedade pessoal.
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O que dizem as confederações
No documento, as entidades sustentam que “a liderança no futebol não é uma posse” e que, quando a confiança é quebrada por meio de engano e um indivíduo se coloca acima do coletivo, o dever dessa pessoa foi abandonado. A carta critica a forma como decisões recentes foram tomadas, apontando ausência de prestação de contas e falta de transparência por parte da gestão da Fifa.
Divisão entre confederações
A nota conjunta não foi subscrita por duas importantes confederações: a CAF (África), com 54 federações, e a Conmebol, com 10 federações, entre elas Brasil e Argentina. Também não assina a OFC, da Oceania, que reúne 13 países. Infantino é, até agora, o único candidato oficialmente declarado à presidência da Fifa e precisa da maioria dos 211 votos das associações-membro para ser reeleito em março para mais um mandato de quatro anos. Ele chefia a entidade desde 2016.
Em comunicado publicado no sábado, a Fifa defendeu seu presidente e acusou “alguns” de promoverem um esforço contínuo e orquestrado para minar a entidade e seu líder.
Acusações jornalísticas e contexto da crise
O episódio ganhou força depois de uma reportagem do jornal britânico Telegraph que atribuiu a Infantino favorecimentos a uma funcionária da Uefa com quem, segundo o veículo, manteve vínculo íntimo. O texto afirma que, após promoção na Uefa, a funcionária recebeu uma indenização de “seis dígitos” ao deixar o cargo e teve custeado um programa de MBA em escola de negócios no valor aproximado de 50 mil euros (cerca de R$ 292 mil). A Uefa confirmou que houve um pagamento e que as despesas do MBA foram quitadas.
Imagem: Foto por DAVID SALAZAR / AFP
A crise se intensificou a partir da divulgação, no fim de julho, de um projeto de Infantino para abrir a Fifa a investidores privados, iniciativa posteriormente abandonada. Na quarta-feira passada, o presidente organizou uma reunião de crise no Marrocos que terminou com a direção da Fifa declarando apoio total a Infantino e reconhecendo “erros” na condução do projeto de privatização.
Ameaça de boicote
A Uefa, principal voz crítica entre as confederações, mantém a possibilidade de boicotar Copas do Mundo, por considerar insuficiente apenas a retirada do projeto e os pedidos de desculpas emitidos pela Fifa. Na carta, Uefa, Concacaf e AFC afirmam que o problema não se resume a dinheiro — as confederações já propuseram uma distribuição responsável das reservas financeiras da Fifa para reforçar investimentos nas federações-membro — e reclamam de silêncio e distanciamento onde deveriam existir transparência e responsabilidade.
O texto conjunto foi assinado pelos presidentes e secretários-gerais das três confederações e representa o capítulo mais recente da crise que envolve a entidade.
Com informações de Gazetaesportiva

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6