Nesta quarta-feira tem início a terceira e última rodada da fase de grupos da Copa do Mundo, quando qualquer resultado adverso pode provocar desde dificuldades na sequência do torneio até a eliminação direta de seleções.

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Depois das 48 primeiras partidas, ainda existem poucas definições: segundo o levantamento, “apenas seis equipes já estão classificadas (México, Estados Unidos, Argentina, Alemanha, Colômbia, França e Noruega) e outras cinco já estão eliminadas (Jordânia, Haiti, Turquia, Tunísia e Panamá)”.

Entre as equipes com vaga garantida, Colômbia, França e Noruega não asseguraram automaticamente a liderança de seus grupos. França e Noruega disputam a primeira colocação do Grupo I na sexta-feira, em Boston, o que pode influenciar adversários e deslocamentos nas fases seguintes.

Consequências da posição na chave

A colocação na primeira fase tem impacto esportivo — teoricamente um confronto mais favorável nas fases eliminatórias — e também logístico, com trajetos e mudanças de país dependendo do lugar ocupado. O Brasil, por exemplo, jogaria os 16 avos de final em Houston se terminar em primeiro no Grupo C; se ficar em segundo, teria de viajar até Monterrey, cruzando fronteiras.

A Espanha, outra candidata ao título, enfrentaria o segundo colocado do Grupo J (Áustria ou Argélia) se garantir o primeiro lugar do Grupo H, mas correria perigo de cruzar com a atual campeã Argentina caso tropece contra o Uruguai e fique em segundo.

Com o torneio ampliado para 48 seleções e o novo formato que classifica os oito melhores terceiros colocados entre 12 grupos, reaparece o risco de combinações de resultados. A simultaneidade das partidas na última rodada, adotada pela Fifa desde 1982, não elimina a possibilidade de interesses combinados, sobretudo porque equipes com quatro pontos devem, em geral, avançar.

Algumas seleções só saberão no sábado, após o encerramento de todos os grupos, se permanecem na competição; outras terão a vantagem de correr atrás do resultado ideal já sabendo o que precisa acontecer em outros jogos.

Última rodada da fase de grupos da Copa começa e resultados decisivos podem eliminar seleções

Imagem: Afp

Riscos e exemplos

Um exemplo citado é Paraguai x Austrália, na quinta-feira, em que ambas têm 3 pontos e um empate poderia classificar as duas equipes. Sobre a possibilidade de acomodação no fim de uma partida, o zagueiro australiano Jason Geria declarou: “Acho que, de certo modo, você está trapaceando se busca uma espécie de trégua quando faltam 10 minutos. Na minha opinião, isso não é certo”.

Além disso, o critério de desempate entre equipes empatadas passa a ser o resultado do confronto direto, e não o saldo de gols, o que tende a deixar algumas partidas sem influência no destino de seleções como Estados Unidos x Turquia e Argentina x Jordânia, com um lado já classificado e o outro eliminado.

Gols e recordes

Apesar dos riscos na última rodada, as duas semanas iniciais do Mundial registraram muitos gols e marcas históricas. Lionel Messi se tornou o maior artilheiro da história das Copas, com 18 gols, superando Miroslav Klose (16). Cristiano Ronaldo tornou-se o primeiro jogador a marcar em seis edições do torneio, ao fazer dois gols na vitória de Portugal por 5 a 0 sobre o Uzbequistão.

Na disputa pela Chuteira de Ouro, Messi lidera com cinco gols, Mbappé e Haaland aparecem com quatro, e Ronaldo e Kane têm dois cada. Nesse ritmo, o recorde de 13 gols em uma única edição, estabelecido por Just Fontaine em 1958, pode ser ameaçado em 2026.

O encerramento da terceira rodada definirá posições-chave e poderá causar deslocamentos e confrontos totalmente diferentes para as equipes que avançarem.

Com informações de Gazetaesportiva