A Meta informou que ajuizou ações judiciais contra os responsáveis por três operações que utilizaram imagens manipuladas e deepfakes de personalidades conhecidas para atrair usuários a sites fraudulentos. Segundo a empresa, os grupos investigados tinham base no Brasil e na China e veiculavam anúncios direcionados a pessoas nos Estados Unidos, no Japão e em outros países com a finalidade de promover investimentos falsos e produtos de saúde irregulares.
Alvos e práticas dos golpes
No Brasil, a Meta diz ter processado várias pessoas envolvidas na promoção de produtos de saúde falsos ou não aprovados, além de cursos online que impulsionavam a divulgação desses itens. Na China, a empresa moveu ação contra uma organização acusada de usar rostos de celebridades em anúncios para levar internautas a supostos grupos de investimento. A companhia não informou quantos anúncios foram publicados por esses grupos, quantas pessoas viram ou interagiram com os conteúdos, nem o período em que as operações estiveram ativas na plataforma.
Ainda conforme a Meta, outro processo foi apresentado contra um anunciante do Vietnã que oferecia anúncios fraudulentos com grandes descontos em produtos de marcas conhecidas, entre elas a Longchamp. A empresa afirma ter aprimorado seus sistemas para identificar técnicas de cloaking, método que esconde o conteúdo real e dificulta a revisão interna.
Medidas internas e pressão sobre receitas
A Meta classifica os anúncios do tipo “celeb bait” como particularmente difíceis de detectar por serem desenhados para aparentar legitimidade. Em atualização recente, a empresa informou ter incluído mais de 500 mil celebridades e figuras públicas em seu sistema de reconhecimento facial, com objetivo de identificar automaticamente usos indevidos de rostos famosos em golpes.
A atuação da plataforma contra anunciantes suspeitos tem recebido maior escrutínio. Uma reportagem da Reuters apontou que pesquisadores da própria Meta chegaram a estimar que até 10% da receita publicitária poderia estar ligada a golpes e produtos proibidos. A situação levantou questionamentos sobre a rapidez da empresa em remover anunciantes reincidentes, especialmente após ter obtido receitas bilionárias com contas problemáticas.
Imagem: Divulgação
Além das ações contra anunciantes, a Meta afirmou ter movido processos contra oito ex-“Meta Business Partners”, acusados de vender serviços para “desbanir” ou restaurar contas. A companhia diz que pode abrir novas ações caso ordens de cessação não sejam cumpridas.
A notícia segue sem detalhes adicionais sobre prazos ou número exato de anúncios e usuários afetados.
Com informações de Olhardigital

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6