Quem: um projeto sem fins lucrativos e um voluntário responsáveis pelo resgate de animais abandonados na região.

O que: a recuperação de um burro maltratado que passou a integrar um rebanho usado para reduzir combustível vegetal e abrir aceiros, atuando como uma medida de prevenção e contenção de incêndios florestais.

Onde: na região de Tivissa, no sul da Catalunha, Espanha.

Como: o projeto reúne animais resgatados e os utiliza para consumir vegetação seca e criar faixas limpas no terreno, estratégia que diminui a continuidade do material combustível e facilita o controle de focos de fogo. O rebanho formado pelo grupo conta com 62 animais.

Quando: a iniciativa ocorre em um contexto de forte atividade de incêndios florestais na Europa. Em 2025, incêndios no território espanhol destruíram centenas de milhares de hectares.

Enquanto tecnologias como satélites, drones e inteligência artificial têm papel central nas táticas modernas de combate a incêndios, a experiência em Tivissa mostra o uso de uma alternativa de baixo custo e orientação prática: animais resgatados que, ao pastar e abrir aceiros, reduzem a disponibilidade de vegetação seca e ajudam a interromper a propagação das chamas. O projeto, sem fins lucrativos, concentra-se na recuperação de animais abandonados e os transforma em aliados estratégicos contra o fogo.

Imagem: Divulgação

Segundo a iniciativa, os 62 exemplares do rebanho contribuem diretamente para a diminuição de material combustível em áreas rurais e periféricas, atividade apontada pela equipe como complementar às medidas tecnológicas e às operações de brigadistas e bombeiros.

O uso de pastoreio como ferramenta de gestão de combustíveis é aplicado na tentativa de minimizar o risco e a intensidade de incêndios no Mediterrâneo, região que tem registrado episódios severos nos últimos anos e que, em 2025, sofreu perdas significativas de vegetação e território devido a queimadas.

A ação em Tivissa reúne o resgate animal com práticas de manejo da paisagem, oferecendo uma resposta local e contínua para reduzir a ameaça de incêndios em áreas vulneráveis.

Com informações de Clickpetroleoegas