A Votorantim S.A. registrou em 2025 lucro líquido de R$ 4,8 bilhões, o maior valor da história da holding controlada pela família Ermírio de Moraes, segundo balanço divulgado pela companhia.

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A receita consolidada do grupo cresceu 9%, alcançando R$ 47,6 bilhões, enquanto o resultado operacional (Ebitda) teve alta de 10%, totalizando R$ 11,5 bilhões. O desempenho foi apoiado principalmente pelo bom desempenho de cimento e metais, segmentos-chave do portfólio.

No balanço patrimonial, o grupo encerrou o ano com R$ 7,7 bilhões em caixa e nenhuma dívida, a maior posição de liquidez já registrada pela Votorantim. Além disso, a companhia lembra que os R$ 4,7 bilhões resultantes da venda da CBA para Chinalco e Rio Tinto, anunciada em janeiro e aprovada pelo Cade, só serão contabilizados neste ano.

“Eu não acho que o resultado está fora da curva. Nosso portfólio de empresas oferece isso mesmo. Ele está desenhado justamente para esses momentos”, afirmou João Schmidt, CEO da Votorantim, em entrevista ao InvestNews.

Desempenho

A Votorantim Cimentos foi um dos destaques, com receita de R$ 29,4 bilhões e crescimento de 11% em 2025. A mineradora Nexa entregou Ebitda recorde, beneficiada pela valorização dos preços dos metais.

Considerando todas as empresas em que a Votorantim é acionista de referência, a receita agregada chegou a R$ 104 bilhões, com Ebitda conjunto de R$ 31 bilhões.

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No segmento financeiro e de energia, o Banco BV anotou lucro recorde pelo segundo ano seguido, somando R$ 1,9 bilhão. A Auren, após integrar a AES Brasil, consolidou-se como a terceira maior geradora de energia renovável do país, com Ebitda recorde de R$ 4 bilhões. A Motiva (antiga CCR) também apresentou seu melhor resultado operacional, com Ebitda de R$ 9,5 bilhões.

Movimentações

Ao longo do ano, a holding realizou movimentos relevantes na composição do portfólio. A participação na Hypera foi ampliada para 11%, com a Votorantim assumindo papel na governança e liderando um aumento de capital de R$ 1,5 bilhão concluído em maio. Na Citrosuco, a companhia trouxe o fundo canadense PSP Investments como sócio.





A Motiva adquiriu a concessão da Rodovia Fernão Dias e anunciou a venda da sua plataforma de aeroportos por R$ 11,5 bilhões. Empresas do grupo aproveitaram 2025 para alongar prazos de dívida: Auren e Nexa refinanciaram passivos no primeiro semestre, e, segundo a Votorantim, nenhuma controlada apresenta concentrações relevantes de vencimentos de curto prazo, mantendo o cronograma de investimentos.

As agências de classificação de risco Moody’s, S&P e Fitch reafirmaram o grau de investimento da holding com perspectiva estável. A Votorantim segue sendo a única empresa brasileira não listada com investment grade pelas três agências globais.

Com informações de Investnews