Trinta anos depois de seu lançamento em 1995, “Wonderwall”, do Oasis, voltou a figurar entre as músicas mais ouvidas mundialmente. A canção alcançou a segunda posição no Spotify Global em 2026, impulsionada pelo uso recorrente do tema como uma espécie de hino improvisado da seleção da Inglaterra durante a Copa do Mundo de 2026.
O impulso nas plataformas digitais também foi percebido nas paradas britânicas: em uma semana, “Wonderwall” subiu do 32º para o 11º lugar no ranking oficial de singles do Reino Unido. Esse movimento reflete a velocidade com que a difusão ao vivo nas arenas nos Estados Unidos vem se traduzindo em consumo em serviços de streaming.
O fenômeno começou na estreia da Inglaterra no torneio, quando o time venceu a Croácia por 4 a 2 em Dallas. Ao final da partida, o DJ do estádio tocou “Wonderwall” e jogadores e torcedores passaram a cantar juntos, em um momento que viralizou e acabou repetindo-se após vitórias subsequentes da seleção inglesa. O capitão Harry Kane definiu a noite em Dallas como um de seus “momentos favoritos de todos os tempos vestindo a camisa da Inglaterra”.
O cantor Liam Gallagher publicou no X a mesma mensagem após cada classificação: “Vamos, Inglaterra! Vamos de Wonderwall”. Noel Gallagher, compositor da faixa, disse reconhecer a força do episódio, afirmando que “Wonderwall pertence ao povo, e foi um momento mágico entre o público e os jogadores”, em declaração ao jornal The Sun.
A letra ambígua da canção ajuda a explicar sua adequação a diferentes contextos emocionais: o termo “Wonderwall” vem de um filme psicodélico de 1968 com trilha de George Harrison, e a palavra funciona como uma tela na qual cada ouvinte projeta um significado — seja um jogador como Jude Bellingham, a esperança por um título ou a própria seleção. Noel Gallagher chegou a alterar ao longo dos anos sua própria interpretação da música, variando de uma carta de amor à ex-esposa Meg Mathews para a ideia de “um amigo imaginário que virá te salvar de você mesmo.”
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Segundo observadores, a capacidade da música de se adaptar a diferentes emoções a tornou um canto coletivo eficaz nas arquibancadas, nas quais “não necessariamente sabem cantar muito bem, mas cantam juntas e em harmonia”, nas palavras de Robb.
A Inglaterra enfrenta a Argentina na semifinal nesta quarta, 15, às 16h, no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta. Caso avance à final em Nova York, “Wonderwall” deverá acompanhar a equipe — e a faixa, que em novembro de 1995 chegou ao segundo lugar nas paradas britânicas sendo impedida do topo por Robson & Jerome, pode voltar a disputar os primeiros lugares nas listas do Reino Unido.
Com informações de Rollingstone

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6