O ex-governador Romeu Zema, pré-candidato à Presidência, afirmou nesta terça-feira (28) que pretende reduzir a taxa de juros pela metade caso seja eleito. Em declaração na Agrishow, em Ribeirão Preto (SP), Zema disse que a queda nas taxas poderia ocorrer entre seis e 12 meses após a adoção de medidas de corte de despesas pelo governo federal.

Segundo o pré-candidato, a estratégia passa por atacar aquilo que chamou de “gastança” pública. Zema afirmou que uma política de contenção de gastos similar ao mecanismo do Teto de Gastos, implementado em 2016 e 2017, faria com que a taxa de juros recuasse substancialmente no curto prazo, proporcionando alívio para devedores e facilitando investimentos.

O evento contou com a presença do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Na mesma fala, Zema criticou a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), acusando-a de simular políticas voltadas aos mais pobres enquanto beneficiaria os muito ricos. Ele afirmou que os bilionários estariam em vantagem, com aplicações financeiras rendendo, segundo sua avaliação, ao menos 15%.

Zema também apontou que o patamar atual dos juros impacta negativamente o setor produtivo, que, em sua avaliação, tem de recorrer a empréstimos com taxas elevadas, da ordem de 25% a 30%.

Alianças e vice

Sobre apoio no segundo turno, o pré-candidato disse esperar a união da oposição caso haja um eventual confronto com o atual presidente. Em relação à escolha do vice em sua chapa, Zema afirmou que participará do processo, mas destacou que a decisão final caberá ao partido Novo. Ele avaliou que ainda é cedo para definir o nome que integrará a candidatura e sugeriu que a definição será tratada internamente pela legenda, mencionando o presidente do partido, Eduardo Ribeiro, como referência para a decisão.

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As declarações foram feitas durante a Agrishow, feira que reúne profissionais e empresas do agronegócio.

Com informações de Jovempan