Quem: A Estação Espacial Internacional (ISS), organizada pelas agências NASA, Roscosmos, JAXA, CSA e ESA (esta última representando 11 países europeus: Alemanha, Bélgica, Dinamarca, Espanha, França, Itália, Noruega, Países Baixos, Reino Unido, Suécia e Suíça).

O que: A ISS é apontada como o objeto mais caro já construído pela humanidade, com custo acumulado de desenvolvimento e montagem estimado em mais de US$100 bilhões, segundo registro do Guinness World Records.

Quando: A estação foi construída entre 1998 e 2011 e está em ocupação contínua desde 2 de novembro de 2000.

Onde: Em órbita terrestre baixa, a aproximadamente 402 km de altitude.

Como: A ISS foi montada peça a peça no espaço, com módulos lançados por diferentes foguetes e com contribuição de ônibus espaciais da NASA em diversas missões. O primeiro módulo, o russo Zarya, foi lançado em 20 de novembro de 1998; duas semanas depois, o ônibus espacial STS-88 transportou o módulo Unity/Node 1. Desde então, foram acoplados treliças, painéis solares, módulos habitacionais e laboratoriais, braços robóticos e outros componentes ao longo de anos de missões tripuladas e não tripuladas.

Por quê (financiamento e uso): O custo recorde resulta da soma de investimentos de 15 nações e das cinco agências parceiras. A NASA, por exemplo, gasta cerca de US$3 bilhões por ano para operar a estação, valor que corresponde a aproximadamente um terço do orçamento de voos espaciais tripulados, segundo relatório do Gabinete do Inspetor-Geral da agência.

Dados e capacidade

A ISS tem comprimento total de 109 metros ponta a ponta e massa de 419.725 kg sem veículos visitantes acoplados. Seus painéis solares somam mais de 4.000 metros quadrados. O volume habitável da estação é de 388 metros cúbicos, com sete dormitórios, dois banheiros, uma academia e a cúpula — uma janela que oferece visão em 360 graus da Terra.

A órbita da ISS cobre mais de 90% da população do planeta e a estação completa uma volta ao redor da Terra a cada aproximadamente 90 minutos, deslocando-se a cerca de 28.000 km/h. Por isso, em condições adequadas de iluminação, seus painéis podem ser avistados a olho nu ao amanhecer ou ao entardecer.

02/11/2000 — Estação Espacial Internacional é o objeto mais caro já construído

Imagem: Divulgação

Usuários, módulos e histórico

Até o momento, mais de 290 pessoas de 26 países e dos cinco parceiros internacionais já visitaram a estação; entre os países participantes, os EUA enviaram 170 tripulantes e a Rússia 64. O tempo de crew e de pesquisas na ISS é distribuído conforme a contribuição financeira ou em recursos (módulos, robótica) de cada agência.

Além dos módulos mencionados no início do programa, componentes importantes adicionados ao longo do tempo incluem o módulo Zvezda (2000), o laboratório Destiny (2001), o braço Canadarm2 (2001), o módulo Harmony/Node 2 (2007), o laboratório Columbus (2008), o braço Dextre (2008), o módulo Kibo (2008–09), a combinação Tranquility/Node 3 e a cúpula (2010), o módulo permanente Leonardo (2011) e unidades posteriores como o módulo expandível Bigelow (2016), a câmara NanoRacks Bishop (2020), o laboratório Nauka (2021) e o módulo Prichal (2021).

Participação brasileira

O Brasil assinou acordo com a NASA para fornecer hardware em troca de acesso a equipamentos e do envio de um astronauta. Em 2006, Marcos César Pontes visitou a ISS por uma semana, lançado por um foguete russo. Entretanto, o país deixou de integrar a lista de fabricantes da estação após uma empresa subcontratada da Embraer não cumprir um contrato para fornecer um instrumento no prazo e conforme o combinado. Na época, o especialista John Logsdon afirmou que “já é tarde demais para o Brasil fazer qualquer coisa, a não ser como usuário da estação”, segundo reportagem do jornal O Estado de S. Paulo reproduzida pelo G1.

Outros megaprojetos e estimativas de custo

Embora não exista um ranking único oficial de todos os megaprojetos, estimativas amplamente documentadas colocam a ISS no topo dos objetos mais caros. Outros empreendimentos citados em termos de custo incluem:

  • Barragem das Três Gargantas (China) – entre US$31 bilhões e US$37 bilhões;
  • Usina Hidrelétrica de Itaipu (Brasil–Paraguai) – entre US$27 bilhões e US$36 bilhões;
  • Complexo Abraj Al-Bait (Arábia Saudita) – cerca de US$15 bilhões;
  • Telescópio Espacial James Webb (JWST) – cerca de US$9,5 bilhões.

A Estação Espacial Internacional permanece em operação como laboratório orbital internacional e continua a receber missões científicas, tripulações das agências parceiras e visitantes comerciais.

Com informações de Olhardigital