Equipes financiadas pela NASA vão usar um eclipse solar total como oportunidade para observar a coroa solar e medir como a redução abrupta da luz solar afeta a atmosfera terrestre. O evento atrai atenção científica porque permite ver detalhes da região externa do Sol que normalmente ficam ocultos pelo brilho intenso da estrela.
Quem e o que
Pesquisadores do Southwest Research Institute (SwRI) liderados pelo cientista solar Amir Caspi participam da campanha, que inclui observações a bordo de um avião WB-57 e lançamentos de balões científicos. O objetivo principal é registrar a coroa solar, estudar a formação de proeminências e investigar por que essa região atinge temperaturas próximas de 1 milhão de graus, além de analisar a relação da coroa com o vento solar.
Onde e como serão feitas as observações
Um dos experimentos será realizado em um WB-57, que seguirá a sombra da Lua em alta altitude para ampliar o tempo de totalidade observado em relação ao solo. A aeronave voará a cerca de 15,2 km de altitude e carregará quatro câmeras capazes de captar imagens em diferentes comprimentos de onda — visível e infravermelho — com taxa mínima de 20 imagens por segundo, permitindo acompanhar estruturas e variações rápidas na atmosfera externa do Sol. Essa altitude também reduz a interferência de nuvens e possibilita captar comprimentos de onda infravermelhos que a atmosfera terrestre normalmente absorve antes de chegar ao solo.
Balões e medições atmosféricas
No solo, o Projeto Nacional de Balonismo para Observação de Eclipses lançará 80 balões na Islândia para estudar a camada limite atmosférica — a porção mais baixa da atmosfera afetada diretamente pela superfície. Experimentos anteriores em eclipses de 2023 e no eclipse de 8 de abril de 2024 indicaram que essa camada pode se reduzir em locais com céu aberto, mas não apresentou o mesmo comportamento em áreas nubladas. A nova campanha busca verificar se esse padrão se repete em condições diferentes, como as próprias características sazonais e de luminosidade local.
Na Espanha, três equipes também lançarão seis balões equipados com câmeras de 360 graus para registrar a passagem da sombra e sensores destinados a medir níveis de ozônio, já observados em queda durante o eclipse de 8 de abril de 2024. Os pesquisadores esperam confirmar se a redução do ozônio se repete em outras condições temporais e geográficas.
Imagem: Divulgação
O equipamento instalado no WB-57 já foi utilizado no eclipse de abril de 2024 e desde então passou por ajustes nas câmeras e por melhorias nas ferramentas de processamento e análise de dados. Amir Caspi ressalta que o Sol está em constante mudança e que cada eclipse pode revelar fenômenos inéditos, permitindo aprimorar métodos para observações futuras.
As medições integradas por avião e balões devem fornecer dados complementares sobre a dinâmica da coroa solar e as respostas atmosféricas terrestres diante da súbita diminuição da luz solar provocada pela totalidade.
Com informações de Olhardigital

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6