A partir de 11 de maio de 2026, a B3 começará a permitir que fundos imobiliários (FIIs) sejam depositados como garantia em operações que exigem margem, incluindo negociações com derivativos. A mudança tem como objetivo atender à demanda crescente dos investidores e ampliar o conjunto de ativos aceitos para cobertura de risco nas operações em que a bolsa atua como contraparte central.
A iniciativa deve facilitar o uso de FIIs por investidores que já detêm essas cotas em carteira e também estimular a adoção do produto por quem realiza operações que exigem margem com frequência. A lista preliminar com os fundos que poderão ser utilizados inicialmente reúne 28 FIIs.
Marcos Skistymas, diretor de Produtos Listados da B3, afirmou que a inclusão dos fundos imobiliários como ativos elegíveis acompanha os recordes de negociação observados no mercado de FIIs em 2026, citando que em março o segmento chegou a R$ 11,4 bilhões em volume transacionado. Segundo ele, a medida oferece um incentivo adicional para investidores pessoa física, institucionais e estrangeiros incorporarem FIIs aos portfólios, o que deve contribuir para maior profundidade de liquidez e crescimento estrutural da classe de ativos.
Quais FIIs serão aceitos em garantia?
Para que um fundo imobiliário seja elegível ao uso como garantia, a B3 adotou os seguintes critérios mínimos:
- Mediana do volume diário negociado nos últimos 84 dias igual ou superior a R$ 2 milhões;
- Mediana do número de negócios diário nos últimos 84 dias igual ou superior a 6.000 negócios;
- Presença em pregão de 100% nos últimos 84 dias;
- Preço médio de fechamento maior que R$ 1 nos últimos 84 dias.
Além desses requisitos, a B3 poderá aplicar critérios adicionais previstos em seu Manual de Administração de Risco. A relação completa dos FIIs elegíveis e os limites para depósito em garantia serão divulgados pela bolsa a partir de 11/05/2026.
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Ativos aceitos em garantia e volumes depositados
Com a inclusão dos fundos imobiliários, a B3 passa a oferecer 21 tipos diferentes de ativos que podem ser utilizados como garantia em operações com contraparte central. Até 4 de maio, o montante total depositado em garantias na B3 alcançava R$ 733,5 bilhões. Desse total, R$ 604,6 bilhões correspondem a títulos públicos federais indexados à Selic (82,4%); R$ 110,7 bilhões a ações, ETFs, units e outros ativos (15,1%); R$ 8,4 bilhões a títulos internacionais (1,1%); e R$ 5,9 bilhões a títulos privados de renda fixa, como debêntures (0,8%).
A ampliação do conjunto de instrumentos aceitos integra a agenda da B3 para oferecer maior flexibilidade aos participantes, permitindo que diferentes classes de ativos sejam utilizadas de forma eficiente na gestão de garantias e no cumprimento das exigências de margem.
Com informações de Borainvestir.b3

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6