O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos informou nesta quinta-feira (26) que a assinatura do presidente Donald Trump passará a constar nas cédulas do dólar, marca inédita para um presidente em exercício. Segundo o órgão, as primeiras notas de US$ 100 com a assinatura de Trump e do secretário do Tesouro, Scott Bessent, serão impressas em junho, e as demais denominações deverão ser emitidas nos meses seguintes.
A medida encerra uma prática vigente desde 1861, quando o governo federal começou a emitir papel-moeda próprio. Tradicionalmente, as cédulas americanas trazem as assinaturas de dois cargos técnicos: o secretário do Tesouro e o tesoureiro nacional. No Brasil, a lógica é semelhante: as cédulas do real são assinadas pelo ministro da Fazenda e pelo presidente do Banco Central.
Ao manter a assinatura do presidente fora do papel-moeda, os Estados Unidos estabeleciam uma separação simbólica entre o chefe do Executivo e a moeda emitida em nome do país. A legislação que determina a impressão das cédulas também restringe a reprodução de retratos a pessoas falecidas, e as assinaturas sempre pertenceram a funcionários do Tesouro, não ao ocupante da Casa Branca.
O Tesouro justificou a alteração como uma homenagem ao 250º aniversário da independência dos Estados Unidos, comemorado em 4 de julho. A mudança põe fim a uma prática seguida por 34 presidentes ao longo de 165 anos.
Personificação
A inclusão da assinatura do presidente nas cédulas integra um conjunto de ações do governo Trump voltadas a estampar o nome do mandatário em edifícios, instituições, programas governamentais, navios de guerra e moedas, conforme noticiado por veículos internacionais. Entre os exemplos citados estão a adição do nome de Trump ao Kennedy Center, que originalmente homenageia o presidente John F. Kennedy, e a mudança de nome do Instituto da Paz dos Estados Unidos.
Imagem: Divulgação
Um painel federal aprovou o desenho de uma moeda comemorativa de ouro com o rosto do presidente, prática que, por tradição, costuma ocorrer apenas após a morte do homenageado; a exceção mais próxima foi o presidente Calvin Coolidge, que apareceu numa moeda em 1926, no 150º aniversário do país.
Na gestão anterior, entre 2017 e 2021, Trump já havia colocado sua assinatura em cheques de auxílio emergencial distribuídos durante a pandemia de covid-19. A diferença apontada pelo governo é que a medida agora tem caráter de maior escala e permanência, dado que cédulas circulam por anos dentro e fora dos Estados Unidos e carregam o simbolismo da maior economia mundial.
Com informações de Investnews

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6