Um levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública aponta que 40,9% das mulheres brasileiras mudaram seus hábitos noturnos no último ano por medo de ser vítimas de violência. O documento, intitulado “Medo do crime e eleições 2026: os gatilhos da insegurança”, foi divulgado no domingo (10).

O índice demonstra diferença de percepção entre os gêneros: entre os homens, 29,8% informaram ter alterado a rotina noturna em razão do receio de violência. A pesquisa também mostra variação em comportamentos específicos relacionados à exposição a risco no espaço público.

Segundo os dados, 37,8% das mulheres deixam de sair com o celular por medo de assalto, enquanto 28,9% dos homens declararam o mesmo comportamento. O relatório ressalta que o diferencial feminino concentra-se em atitudes ligadas à circulação, à exposição corporal e à gestão do risco em áreas públicas.

Cenário violento

Ao avaliar o nível de temor diante de diversas situações de violência, quase todas as opções apresentadas obtiveram respostas acima de 80% entre as entrevistadas. A violência sexual aparece como uma das principais preocupações: 82,6% das mulheres disseram ter medo de sofrer agressão sexual.

Outros receios e seus respectivos percentuais são:

Imagem: Divulgação

  • Ser morto durante um assalto – 86,2%
  • Ser vítima de bala perdida – 82,3%
  • Ser vítima de agressão física pelo seu marido/esposa – 48,6%
  • Ser assassinado – 79,6%
  • Ser agredido fisicamente pela sua escolha política ou partidária – 65,5%
  • Ser vítima de agressão sexual – 82,6%
  • Ser vítima de um golpe e perder dinheiro pela internet ou celular – 86,6%
  • Ter o celular furtado ou roubado – 83,6%
  • Ter sua aliança ou outra joia arrancada em um assalto – 69,9%
  • Ser roubado(a) à mão armada – 86,6%
  • Ser roubado ou assaltado na rua – 83,2%
  • Ter sua residência invadida ou arrombada – 82,6%

A pesquisa foi encomendada ao instituto Datafolha pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. O levantamento ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais em 137 municípios do país.

Com informações de Infomoney