A França recebe cerca de 100 milhões de visitantes por ano, e muitos acabam enfrentando atrações lotadas, restaurantes caros e atendentes antipáticos em Paris. Uma francesa compartilha cinco estratégias práticas para economizar e escapar de armadilhas turísticas no país.
Saia de Paris e conheça outras regiões
Para uma experiência francesa mais autêntica e menos dispendiosa, vale a pena deixar a capital. A autora lembra da mudança em 2007 de Paris para Toulouse, no sudoeste, quando percebeu preços mais baixos, clima mais ameno e atendimento mais cortês. Cidades do sudoeste como Bordeaux e Biarritz oferecem boa gastronomia, roteiros de vinícolas e praias com menos multidões e preços mais baixos que a Riviera.
Durante o verão europeu há muitos festivais acessíveis: os concertos ao ar livre de piano em La Roque d’Anthéron, na Provença, têm ingressos entre €40 e €65; o festival de fotografia de Arles cobra €32 por dia; e o Festival d’Avignon apresenta espetáculos com bilhetes de €10 a €40, incluindo opções sem necessidade de domínio do francês. Na Bretanha, sobretudo no Finistère, é possível praticar stand-up paddle em Audierne por €12 a hora ou fazer uma aula de surfe de uma hora e meia por €45.
Comer bem sem pagar caro
A gastronomia é um dos atrativos da França, mas restaurantes em áreas nobres costumam ter preços elevados e qualidade variável. Em Paris, opções mais jovens e descoladas como Paloma e Ober Mamma são mais acessíveis e costumam oferecer atendimento melhor, especialmente nos 18º, 19º e 20º arrondissements. Menus fixos no almoço costumam representar bom custo-benefício.
Sinais de que um estabelecimento é voltado a turistas incluem fotos dos pratos no cardápio e pessoas na calçada tentando convencer clientes a entrar. O bairro de Ménilmontant, próximo ao cemitério Père Lachaise, é citado como exemplo: o Coup de Tête serve combinações de entrada e prato principal ou prato principal e sobremesa por €19,50.
Gorjetas não são obrigatórias na França: o preço no cardápio já inclui impostos. Para opções frescas e locais, prefira restaurantes próximos a mercados, como o Marché des Enfants Rouges em Paris ou o Marché des Carmes em Toulouse.
Onde se hospedar
Em vez de se instalar perto de monumentos como Notre-Dame ou Torre Eiffel, procure áreas mais econômicas em Paris como Canal Saint-Martin, Rue de Bretagne ou Gobelins. A baixa temporada, de outubro a abril (exceto Natal), tende a oferecer tarifas menores. No interior, os “gîtes” e “chambres d’hôtes” proporcionam hospedagem autêntica e mais barata, com diárias a partir de €31 em plataformas como a Amivac.
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Aproveite liquidações e reembolso de impostos
Para compras de valor, solicite o formulário de reembolso do IVA (20%) para ser entregue no aeroporto antes de embarcar. Feiras de antiguidades e brechós podem oferecer pechinchas; a La Shoperie, perto de Oberkampf, é indicada para roupas vintage de luxo. As liquidações de verão vão do fim de junho ao fim de julho, e o Le Bon Marché realiza promoções de duas semanas em março e outubro, chamadas “Très Bon Marché”.
Viaje de trem para economizar
O trem é eficiente e alcança grande parte do território. Para tarifas menores, compre direto no site da SNCF e com antecedência — às vezes até seis meses antes. Os trens OUIGO são uma alternativa mais barata aos TGV, cobrando extras como €3 pelo Wi‑Fi e €5 para escolha de assento; uma ida e volta Paris–Lyon pela OUIGO sai por cerca de US$77, enquanto o TGV no mesmo trajeto custa US$111. Os TERs, trens regionais, também costumam ser mais econômicos e têm bilhetes disponíveis no site da SNCF ou nas estações.
Por Alice Kantor
Com informações de Investnews

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6