Os observatórios espaciais da NASA registraram, entre 1º e 3 de fevereiro de 2026, cinco erupções solares de classe X, a categoria mais elevada na escala de intensidade de eventos solares. As explosões ocorreram na região ativa AR 4366, área identificada pela forte atividade magnética da nossa estrela.
O ciclo teve início no domingo, 1º de fevereiro, com uma primeira erupção catalogada como X1.0. Em seguida, no mesmo dia, foi registrada a segunda explosão, de magnitude X8.1, a mais intensa do período. Ainda na segunda-feira, 2, sucedeu-se uma terceira erupção classificada como X2.8, seguida por uma quarta de intensidade X1.6.
Na manhã de terça-feira, 3, o monitoramento espacial detectou a quinta e última erupção da sequência, com nível X1.5. A velocidade e o número de explosões em tão curto intervalo são considerados incomuns, já que erupções potentes costumam ocorrer de forma isolada ao longo do ano.
Possíveis efeitos das erupções solares na Terra
A Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA) informou que a explosão de classe X8.1 lançou uma ejeção de massa coronal em direção ao nosso planeta. O material deve alcançar a Terra entre os dias 5 e 6 de fevereiro, com intensidade prevista como fraca.
De acordo com a NASA, essas ejeções podem comprometer comunicações via rádio, causar distúrbios em redes elétricas e afetar sistemas de navegação por satélite. Além disso, representam risco a missões tripuladas em órbita e favorecem a formação de auroras boreais em regiões mais próximas às altas latitudes.
Imagem: Divulgação
A mancha solar AR 4366, responsável pelos cinco eventos de classe X, surgiu em 30 de janeiro de 2026 e vem exibindo atividade crescente. Desde seu aparecimento, foram contabilizadas 21 erupções de classe C, 38 de classe M e cinco de classe X.
As explosões fazem parte do ciclo solar de aproximadamente 11 anos, período em que o campo magnético do Sol se inverte e propicia a formação de manchas e erupções. Embora frequentes em menor escala, erupções intensas em sequência tão rápida são raras e atraem a atenção de cientistas para possíveis impactos tecnológicos e atmosféricos.
Com informações de Revistaoeste

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6