Autoridades de saúde do Reino Unido iniciaram uma apuração sobre 36 prováveis casos de intoxicação alimentar em bebês após o consumo de fórmulas infantis produzidas pela Nestlé. Os relatos envolvem episódios de vômitos persistentes, diarreia e sonolência atípica, com surgimento dos sintomas em até seis horas depois da ingestão.
A investigação é conduzida pela Agência de Segurança da Saúde do Reino Unido (UKHSA) e foi motivada pela detecção de cereulide, toxina gerada pela bactéria Bacillus cereus, em um ingrediente fornecido por uma empresa terceirizada à fábrica da Nestlé na Holanda. O componente contaminado é um tipo de óleo utilizado na composição das fórmulas.
Produtos afetados e medidas adotadas
A Nestlé iniciou, ainda em janeiro, um recall voluntário de diversos lotes comercializados globalmente, incluindo as marcas Nan, Nestogeno, Nanlac, Alfamino, SMA e BEBA. No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a venda dos lotes identificados com risco de contaminação. Paralelamente, a rival Danone recolheu preventivamente na Europa um lote da fórmula Aptamil sob suspeita semelhante.
Para orientar pais e responsáveis, as autoridades elencaram quatro recomendações principais:
- Verificação de lote: Conferir o número impresso na embalagem da fórmula;
- Suspensão do uso: Não oferecer o produto à criança caso o lote seja afetado;
- Reembolso: Procurar o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) da fabricante para devolução e restituição integral;
- Assistência médica: Em caso de sintomas como vômitos persistentes ou sonolência excessiva, buscar atendimento de saúde levando a embalagem do produto.
Em nota oficial, a Nestlé informou que a decisão de recolher os produtos foi preventiva e ressaltou que mantém “qualidade e segurança dos alimentos como prioridades inegociáveis”. A empresa afirmou ter identificado a falha em auditoria interna e reforçado os protocolos de controle de qualidade junto ao fornecedor do óleo contaminado.
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Embora os casos em investigação estejam diretamente relacionados ao consumo de fórmulas antes do recall, a UKHSA explicou que os indicadores de vigilância epidemiológica do país não apontam, até agora, aumento atípico de ocorrências de vômitos em crianças menores de um ano para este período do ano.
As autoridades britânicas permanecem em colaboração com a Nestlé e outras agências internacionais para monitorar novos desdobramentos e garantir a segurança dos produtos destinados ao público infantil.
Com informações de Olhardigital

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6