Com a chegada do verão de 2025 e o aumento das temperaturas, a dieta cetogênica ganhou destaque entre quem busca resultados rápidos na perda de peso. Esse padrão alimentar reduz drasticamente a ingestão de carboidratos, prioriza gorduras e mantém quantidade moderada de proteínas, levando o corpo à cetose. Em um período de calor intenso, entender os impactos dessa mudança metabólica sobre hidratação, eletrólitos e desempenho físico torna-se fundamental para evitar complicações.

Como funciona a cetose

Na dieta cetogênica, carboidratos presentes em pães, massas, arroz e doces são mantidos em níveis muito baixos. Com isso, o fígado passa a transformar gorduras em corpos cetônicos, que abastecem músculos e cérebro na ausência de glicose. Esse processo costuma gerar queda rápida no peso corporal, mas parte dessa redução inicial reflete perda de água e glicogênio muscular, não apenas gordura. Entre os efeitos adversos comuns estão dores de cabeça, irritabilidade e sensação de fraqueza, conhecidos como “gripe cetogênica”.

Riscos no calor

No verão, o organismo já elimina mais líquidos e sais minerais pela transpiração. Em cetose, a perda de água e eletrólitos pela urina também se intensifica, elevando o risco de desidratação. Sódio, potássio e magnésio são fundamentais para a contração muscular, controle da pressão arterial e funções neurológicas; quando estão em níveis baixos, surgem sintomas como:

  • Tonturas ao se levantar;
  • Dor de cabeça constante;
  • Cãibras em pernas e pés;
  • Fadiga intensa;
  • Palpitações e queda de pressão;
  • Dificuldade de concentração e irritabilidade;
  • Alterações intestinais, como náuseas e constipação.

Esses sinais não devem ser ignorados como algo “normal” da dieta, mas sim indicativos de desajustes que exigem atenção profissional.

Grupos que precisam de cuidado

Pesquisas recentes associam a cetogênica a mudanças no perfil lipídico, sobrecarga hepática e renal e dificuldade de reintrodução de carboidratos. Por isso, devem avaliar cuidadosamente antes de iniciar o protocolo pessoas com doença renal ou hepática, gestantes, lactantes, diabéticos em uso de insulina, idosos com perda de massa muscular, indivíduos com histórico de transtornos alimentares e atletas de alta intensidade.

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Como praticar de forma mais segura

Especialistas recomendam alguns passos para minimizar riscos, sobretudo no calor:

  1. Avaliação individual: exames de função renal, hepática, perfil lipídico, glicemia e de eletrólitos ajudam a definir se o método é adequado.
  2. Planejamento nutricional: balancear gorduras saudáveis (azeite, abacate, oleaginosas), proteínas e vegetais variados evita deficiências.
  3. Hidratação reforçada: consumir água e fontes de eletrólitos ao longo do dia, sem esperar sede; moderar bebidas alcoólicas.
  4. Observação de sinais de alerta: tonturas, desmaios, dor no peito ou alterações de humor exigem suspensão imediata e avaliação médica.
  5. Reintrodução gradual de carboidratos: inserir primeiro alimentos ricos em fibras, como frutas, leguminosas e cereais integrais, para evitar picos glicêmicos.

Embora a dieta cetogênica possa atender objetivos específicos de emagrecimento, sua aplicação em períodos de calor demanda planejamento e acompanhamento profissional. Assim, é possível conciliar resultados com manutenção da saúde e do bem-estar a longo prazo.

Com informações de Correiobraziliense